Um total de 85 casais oficializou a união civil na manhã desta sexta-feira, 26, durante o casamento coletivo promovido pelo Projeto Cidadão, iniciativa do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC). A cerimônia ocorreu na quadra da Escola Kairala José Kairala, em Brasiléia. O evento gratuito custeou todos os trâmites, da habilitação à celebração, beneficiando famílias em situação de vulnerabilidade.
Entre os participantes, Jaqueline Rodrigues, de 37 anos, e Francisco Alves, de 36, oficializaram uma relação que começou há dez anos, após um encontro casual em um domingo de Páscoa. O casal tem duas filhas, que participaram da cerimônia como damas de honra. Jaqueline vestiu branco e usou tiara e buquê, enquanto Francisco destacou a importância do documento para a segurança jurídica da família. “É um documento pra resguardar nossas filhas, nós mesmos”, afirmou.
Outro casal, Raimundo Monteiros, 59, e Dulcinéia Santiago, 52, também celebrou a união após 24 anos de relacionamento. Eles se conheceram durante as férias de Raimundo em Brasiléia, mantendo um relacionamento à distância por um ano antes de ele se mudar definitivamente para a cidade em 2003. Raimundo elogiou a simplicidade burocrática do casamento coletivo e a oportunidade de confraternização.
O coordenador do Projeto Cidadão, desembargador Samoel Evangelista, discursou sobre a importância de aproximar o Judiciário da população. “A Justiça também se concretiza quando o cidadão recebe o seu documento”, disse. Ele também incentivou os casais a cultivarem respeito mútuo e cultura de paz nas relações familiares. O prefeito de Brasiléia, Carlinhos Pelado, saudou os noivos e classificou o município como a “fronteira do amor”.
O juiz Robson Shelton, titular da Vara Cível de Brasiléia, conduziu sua primeira cerimônia de casamento no local onde cursou o ensino médio. Ele abordou a importância de ambientes domésticos livres de violência contra a mulher. Após a leitura dos votos, os casais trocaram alianças e receberam as certidões de casamento. O evento também incluiu a entrega de uma certidão de nascimento retificada e a doação de duas cadeiras de rodas pelo Rotary Club ao lar de idosos de Brasiléia.
Fonte: TJ Acre































