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AGRICULTURASafra de milho 2025/26 deve ficar em 115,8 milhões de toneladas no Brasil

Produção da segunda safra de milho no Brasil é estimada em 115,8 milhões de toneladas, abaixo do ciclo anterior, com forte variação regional.

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O Brasil deve colher 115,8 milhões de toneladas de milho na segunda safra de 2025/26, conforme levantamento divulgado pela Agroconsult nesta quarta-feira (25). O número é inferior às 125,3 milhões de toneladas registradas no ciclo anterior.

A estimativa, que encerra o Rally da Safra, foi revisada para cima em relação aos 112 milhões de toneladas projetados no início da etapa dedicada ao milho.

Segundo a consultoria, a safra foi marcada por contrastes regionais acentuados, influenciados principalmente pelo calendário de plantio e pelas condições climáticas ao longo do desenvolvimento das lavouras.

As regiões que apresentaram melhor desempenho foram o Médio-Norte e o Oeste de Mato Grosso, o Sul de Mato Grosso do Sul, o Oeste do Paraná e o Sul de São Paulo. Nelas, os produtores conseguiram semear dentro da janela ideal, e os rendimentos ficaram próximos aos da safra passada.

Por outro lado, estados como Goiás, Sudeste de Mato Grosso, Norte de Mato Grosso do Sul e Minas Gerais enfrentaram atrasos no plantio. A semeadura fora da época recomendada, aliada à interrupção das chuvas entre abril e maio, reduziu a produtividade e levou parte dos agricultores a diminuir a área cultivada.

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A área total destinada ao milho de segunda safra foi estimada em 18,2 milhões de hectares, praticamente estável frente ao ciclo anterior. Houve crescimento em Mato Grosso (+2%), Mato Grosso do Sul (+5,2%), Paraná (+4,2%) e Rondônia (+10,3%). Em contrapartida, Goiás (-5,9%), Minas Gerais (-4,7%) e a região do Matopiba (-9,1%) registraram redução.

Mato Grosso manteve a liderança nacional em produtividade, com média estimada de 130 sacas por hectare, apenas 1,4% abaixo do ciclo passado. O bom resultado foi impulsionado pelas condições favoráveis no Médio-Norte e Oeste do estado.

Goiás, por sua vez, teve uma das maiores quedas da temporada. A produtividade média ficou em 83 sacas por hectare, uma retração de 34,6% em comparação com a safra anterior.

Em Mato Grosso do Sul, a produtividade média foi de 99,3 sacas por hectare, enquanto o Paraná alcançou 97,9 sacas por hectare. Minas Gerais apresentou queda de 22,2%, e o Matopiba recuou 14,9%.

Apesar do potencial produtivo considerado positivo em boa parte das regiões, a consultoria alerta que os resultados financeiros dos produtores seguem pressionados. “A produção brasileira continua expressiva, mas é importante diferenciar volume produzido de resultado econômico. Nessa safra, o produtor enfrentou uma combinação de custos elevados e preços pressionados, o que reduz a rentabilidade da atividade”, afirmou André Debastiani, coordenador do Rally da Safra.

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Segundo a Agroconsult, o mercado doméstico segue sustentado pelo aumento do consumo de milho para ração animal e produção de etanol. No entanto, o cenário internacional continua desafiador diante das grandes safras previstas nos Estados Unidos e na Argentina, o que amplia a concorrência e pressiona as exportações brasileiras.

Considerando primeira, segunda e terceira safras, a produção total de milho do Brasil em 2025/26 está estimada em 144,1 milhões de toneladas, acima da projeção de 140,5 milhões divulgada em maio, mas abaixo das 152,3 milhões de toneladas colhidas no ciclo anterior.

A colheita ainda avança em áreas do Paraná e de Mato Grosso do Sul, onde produtores monitoram os riscos de eventuais episódios de frio sobre lavouras que permanecem em fase de enchimento de grãos. Segundo a consultoria, o potencial de perdas é limitado, mas as condições climáticas seguem no radar do setor.

Fonte: CNN Brasil

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