O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) esteve representado na cerimônia de transmissão de cargos da Universidade Federal do Acre (UFAC), realizada na última sexta-feira, 21. A vice-presidente da corte, desembargadora Regina Ferrari, participou do evento ocorrido no Teatro Universitário, em Rio Branco, que oficializou o professor Josimar Ferreira como reitor e a professora Almecina Balbino como vice-reitora para o mandato de 2026 a 2030.
Além de representar a Presidência do TJAC, a magistrada compôs a mesa de autoridades ao lado de gestores públicos, docentes, estudantes e demais membros da comunidade acadêmica. Josimar Ferreira, que passa a ocupar o cargo de 12º reitor da instituição, foi eleito em segundo turno de consulta à comunidade universitária. A UFAC, criada em 25 de março de 1964, tem mais de seis décadas de atuação no ensino superior do Acre.
Durante a solenidade, o novo reitor defendeu uma universidade mais próxima da sociedade e afirmou que o diálogo será uma marca de sua administração. A vice-reitora Almecina Balbino atribuiu sua escolha à trajetória como professora e pesquisadora da própria instituição. A desembargadora Regina Ferrari, por sua vez, elogiou a relevância do ato e reiterou o caráter de parceria histórica entre o Judiciário acreano e a academia.
“Algumas posses são muito singulares, muito marcantes. E estar dentro de uma instituição de ensino como a universidade pública é algo muito especial”, afirmou a magistrada, que também agradeceu à ex-reitora Margarido Aquino pelo diálogo mantido com o Poder Judiciário. “Sua gestão foi marcada por dedicação, compromisso e avanços importantes, assim como todos os ex-reitores deixaram um legado significativo para toda a comunidade acadêmica e para o Acre.”
Em sua fala, Regina Ferrari ressaltou o papel da educação no fortalecimento da democracia e na formação de cidadãos críticos. “Entre todos os pilares que sustentam essa construção, poucos são tão fundamentais quanto a educação. É a educação que forma esse cidadão”, pontuou. Ela também destacou os riscos da falta de conhecimento e da propagação de discursos de ódio e medo, dizendo que “a democracia não sobrevive apenas de leis escritas. Ela sobrevive de cidadãos capazes de compreender essas leis, de questioná-las e de aperfeiçoá-las”.
Para encerrar, a desembargadora usou uma metáfora sobre a relação entre conhecimento e ignorância: “A ignorância, incapaz de perceber a luz do conhecimento e da sabedoria, decidiu matá-la. Mas a luz, como sabemos, renasce a cada manhã”. As informações foram divulgadas pela Assessoria de Comunicação do TJAC, com fotos de Gleilson Miranda.
Fonte: TJ Acre





























