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JUNTANDO O QUE SOBROU DA ESQUERDAThor ouve produtores em Tarauacá e defende políticas efetivas para o campo

Candidato visita mercado municipal e promete governo mais presente no setor produtivo.

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O candidato ao governo do Acre, Thor Dantas (PSB), iniciou sua agenda deste sábado (22) em Tarauacá com uma visita ao Mercado Municipal. Ele percorreu o local, conversou com feirantes, comerciantes, produtores e moradores, e também participou de um encontro com apoiadores.

Conhecida como a terra do abacaxi gigante, Tarauacá tem uma produção rural que vai muito além do fruto que se tornou símbolo do município. Farinha, banana, goma, macaxeira, milho, hortaliças e outros produtos sustentam famílias e movimentam uma agricultura familiar com peso importante na economia local.

Para Thor, a diversidade encontrada no município mostra que o problema do Acre não é falta de capacidade para produzir, mas a ausência de uma política de Estado capaz de transformar esse potencial em renda para quem vive da terra.

“Tarauacá tem uma produção muito forte e diversificada. A agricultura familiar tem um peso enorme, mas também temos aqui a pecuária e outras atividades que ajudam a movimentar a economia. O que precisamos é de um governo que conheça as potencialidades de cada região e esteja presente para ajudar essas atividades a crescerem”, afirmou.

Durante a caminhada pelo mercado, Thor ouviu produtores e feirantes sobre a realidade de quem depende da produção e da comercialização para garantir renda. Para o candidato, esse contato direto é importante para identificar os gargalos que ainda dificultam o crescimento do setor.

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“É aqui que a gente entende onde o Estado está falhando. Quem produz sabe dizer o que está faltando, onde está a dificuldade e o que impede a atividade de avançar. Tem questões de assistência técnica, crédito, acesso à propriedade, escoamento e comercialização. Um governo não pode construir política agrícola de dentro de um gabinete. Precisa ouvir quem está lá na ponta e transformar essas demandas em ação”, disse.

Thor criticou a falta de continuidade e integração das políticas estaduais para o setor produtivo e afirmou que o Acre precisa abandonar ações isoladas e construir uma estratégia permanente para o campo.

“O que nós temos hoje é um Estado que atua de maneira fragmentada e muitas vezes chega tarde. Falta planejamento, falta presença e falta capacidade de acompanhar o produtor. Não adianta fazer uma ação pontual e achar que o problema está resolvido. O produtor precisa saber que vai ter assistência, infraestrutura e condições para vender durante todo o ano. É essa segurança que o governo precisa oferecer”, criticou.

O candidato também defendeu que o Estado ajude a ampliar mercados para a produção acreana. Em Tarauacá, a necessidade de buscar compradores fora do município já levou produtores a comercializarem parte da produção em Rio Branco.

“Produzir mais só faz sentido se houver mercado. O governo precisa ajudar a aproximar quem produz de quem compra, fortalecer cooperativas e associações, usar melhor as compras públicas e buscar novos mercados. Não podemos deixar o produtor sozinho justamente na hora em que ele precisa transformar meses de trabalho em renda”, afirmou.

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Thor também apontou o beneficiamento e a industrialização como caminhos para ampliar o valor da produção local, mas ressaltou que essa política deve partir das vocações de cada município.

“Nem tudo precisa sair daqui exatamente da mesma forma como foi produzido. Há produtos que podem ser beneficiados ou industrializados, ganhar valor e abrir novas oportunidades de negócio. O Estado precisa identificar onde isso é viável, atrair investimento e apoiar o empreendedor. Assim a gente gera emprego e faz uma parte maior da riqueza produzida no interior permanecer no próprio Acre”, destacou.

Para Thor, a passagem pelo Mercado Municipal reforçou a importância de construir as políticas para o setor produtivo a partir das diferentes realidades encontradas no interior.

“Eu quero governar conhecendo essas realidades. Tarauacá tem suas potencialidades e também seus gargalos. Nossa responsabilidade é ouvir, planejar e fazer o Estado funcionar para ajudar quem trabalha e produz. O Acre tem potencial. O que está faltando é transformar potencial em resultado”, concluiu.

Fonte: ContilNet Notícias

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