Uma tentativa de sequestro aéreo foi frustrada por passageiros israelenses em um voo da companhia Flydubai que seguia de Dubai para Tel Aviv. O incidente, revelado pelo jornal israelense The Jerusalem Post, ocorreu quando o copiloto atacou o comandante com uma faca e tentou assumir os controles da aeronave.
De acordo com as informações divulgadas, o copiloto esfaqueou o piloto e tentou tirá-lo do comando. Enquanto os dois lutavam, o avião perdeu altitude rapidamente, colocando em risco a vida de todos a bordo. A tripulação pediu ajuda aos passageiros, que correram para a cabine e conseguiram imobilizar o agressor.
Um dos passageiros relatou ao Canal 13 que a aeronave fez manobras bruscas e quase verticais no ar. “Ficamos presos dentro da cabine e tínhamos certeza de que os pilotos estavam mortos e que estávamos prestes a cair”, afirmou. Após alguns minutos, o avião se estabilizou.
Entre os passageiros havia quatro pilotos, que assumiram o controle da aeronave e realizaram um pouso de emergência no aeroporto de Tabuk, na Arábia Saudita. Um dentista que estava a bordo prestou os primeiros socorros ao comandante ferido, salvando sua vida.
O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, foi o primeiro membro do governo a se manifestar e acusou grupos terroristas de estarem por trás do ataque. “Quem tentou derrubar um avião e assassinar 180 israelenses deve pagar como se tivesse cometido um assassinato. Ele e todos os estados ou organizações terroristas que o enviaram”, declarou.
A aeronave transportava 174 passageiros, dos quais 166 eram israelenses. O caso está sendo investigado pelas autoridades israelenses como uma tentativa de ato terrorista.
As primeiras especulações nas redes sociais apontavam que os pilotos seriam de origem russa e ucraniana, mas isso foi desmentido posteriormente. Não há confirmação oficial sobre a identidade do copiloto nem evidências de que ele agiu em nome de um Estado ou organização terrorista.
Até o momento, as informações indicam que o comandante era indiano e a principal suspeita é de que o copiloto responsável pelo ataque seja de Omã. As autoridades trabalham com hipóteses que incluem derrubar a aeronave, realizar um ataque nos moldes do 11 de setembro ou fazer reféns.
Segundo autoridades israelenses ouvidas pelo Jerusalem Post, a principal suspeita é que o copiloto seja cidadão de Omã. Se isso se confirmar, pode causar graves problemas para a Flydubai, pois o acordo que permite a operação da companhia em Israel prevê a não contratação de pilotos nativos de países que não normalizaram as relações com o Estado judeu, o que é o caso de Omã.
A ministra dos Transportes de Israel, Miri Regev, pediu a suspensão dos voos da empresa para o país até que as circunstâncias sejam esclarecidas.
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra passageiros comemorando com uma caixa de som após a situação ser controlada. Os pilotos e passageiros receberam atendimento médico assim que desembarcaram na Arábia Saudita.
O episódio ressalta a tensão na região e a importância da vigilância constante. As investigações continuam para esclarecer todos os detalhes e identificar possíveis mandantes.
Fonte: Brasil Paralelo Notícias




























