O plantio de soja nos estados do Acre e do Amazonas somou cerca de 28 mil hectares na safra 2025/26, o que representa uma redução de aproximadamente 4 mil hectares em comparação com o período anterior. A queda percentual chega a 12%, conforme levantamento divulgado pela Serasa Experian nesta quarta-feira, 26 de fevereiro, na terceira edição do estudo ‘Mapas Agro’.
O desempenho negativo na região Norte contrasta com o avanço observado no Matopiba, que engloba Maranhão e Piauí. Nesses estados, a área cultivada com a oleaginosa cresceu cerca de 43 mil hectares no mesmo intervalo. Enquanto o Nordeste segue em expansão, Acre e Amazonas interromperam a escalada registrada nos últimos anos, marcando uma inflexão no ritmo de crescimento.
Embora a safra atual tenha encolhido, o balanço de longo prazo se mantém positivo. Desde a safra 2020/21, a área total na região avançou aproximadamente 20 mil hectares, o que corresponde a um incremento acumulado de 232,6% ao longo de seis ciclos. Os dados indicam que, apesar do revés pontual, a trajetória histórica permanece ascendente.
Em meio à retração geral, alguns municípios acreanos conseguiram ampliar suas lavouras. Senador Guiomard registrou um acréscimo de 761 hectares, seguido por Cruzeiro do Sul, que somou 280 hectares, e Epitaciolândia, que expandiu 164 hectares. Esses avanços locais ajudam a compensar parcialmente as perdas em outras áreas.
O estudo também apontou que 699 hectares de soja estão localizados em propriedades com alertas de desmatamento identificados pelo Prodes, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Esse montante representa 2,5% da área total cultivada na região. A Serasa Experian ressalta que o indicador não é, por si só, uma prova de irregularidade, pois o Manual de Crédito Rural exige que os produtores apresentem documentação comprovando a legalidade da supressão vegetal.
Além disso, foram mapeados cerca de 230 hectares de soja cultivados dentro de assentamentos rurais nos dois estados. A ferramenta utiliza imagens de satélite e técnicas de geoprocessamento para monitorar a evolução das áreas de soja e milho, fornecendo subsídios para instituições financeiras, cooperativas e empresas do setor avaliarem riscos e planejarem suas operações com maior precisão.
Fonte: Na Hora da Notícia

























