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IMAGEM NEGATIVAThe Economist aponta STF como ameaça à democracia em meio a escândalo de corrupção

Revista britânica critica atuação do Supremo e destaca envolvimento de Alexandre de Moraes em suposto esquema de corrupção.

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A revista britânica The Economist publicou, nesta quinta-feira (10), um artigo no qual analisa a crise que envolve o Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a publicação, a corte deixou de ser uma garantia democrática e passou a representar uma ameaça, em meio a um escândalo de corrupção que se amplia e coloca os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça em lados opostos.

A matéria recorda que o STF foi responsável por condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos de prisão por tentativa de golpe, mesmo diante de pressões externas, incluindo ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. No entanto, a revista sustenta que, com a proximidade das eleições gerais de 4 de outubro, a situação se inverteu: aqueles que antes defendiam a democracia agora são vistos como risco.

De acordo com a Economist, o centro do escândalo é o ministro Alexandre de Moraes, que supervisionou o processo contra Bolsonaro. A publicação afirma que Moraes tomou decisões controversas, como determinar a derrubada de perfis em redes sociais, e que acumulou os papéis de vítima, acusador e juiz no inquérito das fake news.

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A revista também menciona os vínculos de Moraes com o banqueiro Daniel Vorcaro, revelados em um relatório da Polícia Federal. Como reação, Moraes solicitou a investigação do também ministro do STF André Mendonça, relator do caso do Banco Master.

O artigo descreve a crise que se instalou e que atingiu a Polícia Federal, após a tentativa de Mendonça de suspender o chefe da corporação, Andrei Rodrigues. A Economist cita que a PF acusou Mendonça de interferir na produção de provas e que, em 8 de setembro, ele tentou afastar o diretor-geral e impedir a elaboração de relatórios de inteligência sobre ministros. A publicação lembra ainda que, em 2020, quando era ministro da Justiça de Bolsonaro, Mendonça supervisionou a criação de um dossiê contra policiais e acadêmicos considerados inimigos do governo.

Por fim, a revista conclui que a disfunção no tribunal fortalece os aliados de Bolsonaro no Congresso e que eventuais erros processuais podem abrir espaço para o encerramento do caso do Banco Master, beneficiando Moraes e diversos políticos, entre eles Flávio Bolsonaro. “O maior perdedor seria a democracia”, afirma a Economist, destacando que a confiança na corte está se deteriorando.

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Fonte: CNN Brasil

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