O distanciamento do diretor-geral da Polícia Federal, determinado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, repercutiu nos principais veículos de comunicação internacionais nesta terça-feira. As agências EFE e Reuters enfatizaram o agravamento da tensão na corte, a menos de um mês do pleito presidencial de 4 de outubro.
A decisão de Mendonça, formalizada em um parecer de 33 folhas, afastou cautelarmente o dirigente da PF e o chefe do setor de inteligência, Leandro Almada da Costa. O magistrado entendeu que existem indícios de ‘vigilância sistemática e ilícita’ contra ele e contra o advogado-geral da União, Jorge Messias.
A agência de notícias espanhola classificou a medida como um passo a mais na ‘disputa declarada’ no STF. A matéria ressaltou que o escândalo envolve diálogos considerados sensíveis entre o empresário Daniel Vorcaro, antigo controlador do Banco Master, e o ministro Alexandre de Moraes.
Conforme noticiou a EFE, a PF sustenta que Vorcaro solicitou proteção a Moraes e chegou a indagar, por escrito, dias antes de sua detenção, se deveria deixar o Brasil. O ministro também teria revisado um contrato de grande valor financeiro envolvendo o escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, e a instituição financeira.
A Reuters, por sua vez, reportou que a Advocacia-Geral da União ingressou com recurso contra a decisão ainda na terça-feira. A agência também observou que a crise no Supremo se intensifica num instante delicado, quando faltam poucas semanas para a votação nas urnas.
A EFE lembrou que Moraes, reconhecido mundialmente por ter comandado a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, está no epicentro da controvérsia. O magistrado, descontente com as apurações direcionadas a ele, requisitou a investigação de Mendonça a partir de um laudo de inteligência da PF. Esse mesmo arquivo foi usado agora por Mendonça para afastar o chefe da corporação.
A agência norte-americana Associated Press também cobriu o caso. O veículo informou que o afastamento de Rodrigues amplia a instabilidade no tribunal e adiciona o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à preocupação, no contexto da corrida eleitoral.
Fonte: Revista Oeste





























