Um novo colapso no sistema elétrico de Cuba deixou toda a ilha, com mais de 10 milhões de habitantes, sem energia elétrica na noite deste domingo (2). O apagão total ocorre poucas semanas após três outros colapsos nacionais terem sido registrados em julho, aprofundando a crise energética que assola o país.
De acordo com a União Elétrica de Cuba (UNE), equipes técnicas já iniciaram os trabalhos de restabelecimento do fornecimento. Duas unidades da usina Energas Boca de Jaruco foram sincronizadas ao sistema como parte das manobras de recuperação, mas as autoridades ainda não informaram quando o serviço será totalmente normalizado para a população.
O apagão foi anunciado oficialmente pela UNE em sua conta no X (antigo Twitter), por volta das 22h43, horário local, quando foi confirmada a desconexão total do Sistema Electroenergético Nacional. A mensagem pedia que a população aguardasse por mais informações, enquanto equipes trabalhavam para restabelecer a energia.
A crise energética cubana tem se agravado nos últimos meses, expondo a fragilidade da infraestrutura elétrica do país. A escassez de combustíveis para abastecer as usinas termelétricas é apontada como um dos principais fatores para os recorrentes apagões, que afetam diretamente a vida cotidiana dos cubanos.
Segundo informações da agência Reuters, o governo dos Estados Unidos, sob a administração do presidente Donald Trump, ampliou as restrições ao comércio internacional de petróleo com Cuba, o que impactou diretamente o abastecimento de combustíveis para a ilha. A medida agravou ainda mais a situação já delicada do sistema elétrico cubano.
Em resposta à crise, o governo de Havana tem buscado alternativas para tentar amenizar o problema. A Reuters destaca que Cuba iniciou uma abertura gradual do setor de energia, permitindo a participação de capital estrangeiro em projetos de importação de combustíveis. O primeiro empreendimento desse tipo já foi autorizado, e cerca de 200 empresas cubanas foram habilitadas para atuar na distribuição atacadista do produto.
Apesar dessas medidas, a população cubana enfrenta uma rotina de cortes de energia e incertezas quanto à normalização do serviço. Especialistas apontam que a solução definitiva para a crise dependerá de investimentos significativos na infraestrutura elétrica e de uma reversão nas restrições externas que dificultam o acesso a combustíveis.
Enquanto isso, milhões de cubanos continuam à espera de uma resposta efetiva das autoridades para um problema que se tornou recorrente e que afeta todos os setores da sociedade, desde o funcionamento de hospitais até o abastecimento de água e a preservação de alimentos.
Fonte: ND+






























