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JUDICIÁRIOGayer acusa STF de blindar Moraes após sessão terminar sem decisão sobre investigação

Deputado critica pedido de vista de Flávio Dino e diz que Supremo protege Alexandre de Moraes no caso Banco Master.

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O deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO), candidato ao Senado por Goiás nas eleições de 2026, publicou um vídeo nesta terça-feira (15) com duras críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) após a sessão que terminou sem decisão sobre a eventual abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes no caso Banco Master. A candidatura de Gayer ao Senado está oficialmente registrada.

No vídeo, Gayer afirma ter cancelado compromissos de campanha para acompanhar o julgamento e classifica a sessão como uma “vergonha” e um “tapa na cara” dos brasileiros. Segundo o parlamentar, o objetivo original da reunião seria decidir se havia elementos suficientes para incluir Moraes formalmente nas investigações relacionadas às mensagens encontradas no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

A sessão, entretanto, acabou concentrada também em uma questão preliminar: se o procedimento envolvendo Moraes deveria ou não ser analisado conjuntamente com outro caso relacionado ao ministro André Mendonça. A discussão terminou suspensa depois de Flávio Dino pedir vista. Pelas regras do Supremo, o ministro pode permanecer com o processo por até 90 dias. Para Gayer, o movimento teve a finalidade de evitar uma decisão imediata sobre Moraes. “Foi tudo para proteger Alexandre de Moraes”, afirmou.

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O deputado também acusou Gilmar Mendes, Flávio Dino e o próprio Moraes de pressionarem o presidente da Corte, Edson Fachin, durante a sessão. Gayer avaliou que Fachin demonstrou fraqueza na condução dos trabalhos. O julgamento foi efetivamente marcado por discussões, divergências processuais e confrontos entre ministros. Reportagens sobre a sessão registraram um grupo formado por Gilmar Mendes, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Moraes favorável à análise conjunta dos procedimentos, enquanto Fachin, André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia defenderam caminhos distintos.

Gayer também destacou que Kassio Nunes Marques e Dias Toffoli não participaram da votação. Nunes Marques declarou impedimento, enquanto Toffoli declarou suspeição por foro íntimo. O parlamentar sustenta que, sem os dois ministros, a votação poderia terminar empatada e que o pedido de vista de Dino evitou uma definição imediata.

O trecho mais duro do vídeo é direcionado diretamente a Alexandre de Moraes. Gayer chama o ministro repetidamente de “criminoso”, “corrupto” e “mafioso”, chegando a dizer que Moraes deveria estar preso: “O Senado precisa enfrentar o STF”, afirmou Gayer. O parlamentar afirma que somente uma maioria no Senado teria condições de confrontar aquilo que classifica como abusos do Supremo e defende a eleição de aproximadamente “50 senadores” dispostos a exercer maior controle sobre a Corte.

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A Constituição atribui ao Senado competência para processar e julgar ministros do STF nos casos de crimes de responsabilidade, mas a abertura desses procedimentos depende de rito próprio e não significa que o Senado possa interferir diretamente em decisões judiciais regulares. Gayer relacionou ainda o episódio à eleição presidencial de 2026 e afirmou que, sem maioria parlamentar, um eventual governo de Flávio Bolsonaro enfrentaria dificuldades para governar.

O deputado encerra o vídeo afirmando não temer prisão, bloqueio de contas ou suspensão de suas redes sociais. “Você pode mandar a polícia aqui em casa”, declarou, dirigindo-se a Moraes. Gayer disse considerar a sessão uma demonstração de que setores do Supremo estariam atuando para preservar seus próprios integrantes e afirmou que continuará denunciando aquilo que considera abusos do Judiciário. O episódio ocorre em meio a uma divisão pública dentro da Suprema Corte. O fato objetivo, entretanto, permanece: o STF encerrou a sessão sem decidir se Alexandre de Moraes deverá ser formalmente investigado pelas relações reveladas no caso Banco Master.

Fonte: Instagram Deputado Gustavo Gayer

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