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BRASÍLIA FERVE COMO NUNCACaso Moraes: PL reforça campanha pró-impeachment; PT pede investigação

Aliados de Flávio Bolsonaro e Lula reagem ao novo relatório sobre Moraes, com estratégias para 2026.

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A divulgação de informações que ligam o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao caso Master, envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, já movimenta as campanhas dos dois principais candidatos à Presidência. Enquanto o PL, de Flávio Bolsonaro, vê no episódio um instrumento para ampliar as críticas à Corte e fortalecer sua estratégia eleitoral, o PT, de Luiz Inácio Lula da Silva, defende que as apurações prossigam independentemente de quem seja atingido.

Nos bastidores do PL, a avaliação é que as novas revelações dão combustível para o discurso de que é preciso mudar a composição do Senado para viabilizar a abertura de processos de impeachment contra ministros do STF. A legenda aposta na eleição de uma bancada de senadores alinhados à direita a partir de 2027, quando a nova legislatura terá início. A expectativa é que a insatisfação popular com o Judiciário se converta em votos para seus candidatos ao Senado.

Flávio Bolsonaro, que disputa uma vaga no Senado, tem usado a pauta como principal bandeira de sua campanha. Para ele e seus aliados, não basta eleger um presidente de direita para mudar a relação de forças com o STF; é necessário ter maioria na Casa Alta para dar andamento a pedidos de impeachment. A avaliação é que um Senado mais alinhado à direita elevaria o custo político de eventuais tentativas de arquivar essas iniciativas.

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Na terça-feira (1º), parlamentares da oposição reforçaram os pedidos de impeachment contra Moraes e protocolaram um novo ofício. Além disso, Flávio e seus aliados passaram a defender publicamente a renúncia do ministro de sua cadeira no Supremo. As ações buscam manter o tema em evidência e pressionar a Corte.

No campo governista, a estratégia é manter o discurso de que as investigações devem ser conduzidas sem interferências, mesmo que atinjam aliados ou o próprio governo. Petistas destacam que Lula tem dado autonomia à Polícia Federal para apurar todos os casos, inclusive aqueles que envolvem pessoas próximas ao Palácio do Planalto.

Em outra frente, o QG de Lula pretende usar a retirada de sigilo da ação sobre Moraes para exigir que o ministro André Mendonça também libere o inquérito que apura o financiamento do filme “Dark Horse”. A produção, que aborda a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro, é alvo de investigação. Como mostrou a CNN, Flávio Bolsonaro pediu dinheiro a Vorcaro para bancar o longa-metragem.

Apesar do movimento, Lula tem sido aconselhado a manter distância do embate entre Mendonça e Moraes. No governo, o entendimento é que a disputa é uma crise interna do Judiciário e que o presidente não deve se envolver diretamente. Além disso, petistas lembram que Mendonça é relator de investigações contra o empresário Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente, o que tornaria qualquer manifestação contra o magistrado delicada.

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Nos bastidores, contudo, dirigentes petistas reconhecem que é inevitável que o caso contamine o processo eleitoral e fortaleça o discurso da oposição contra o STF. O episódio tende a acirrar ainda mais o debate sobre o papel da Corte na política nacional, um tema que já permeia a campanha eleitoral.

Fonte: CNN Brasil

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