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O QUE ESTÁ POR TRÁS DISSO?Gilmar Mendes propõe fim de delegados da PF nos gabinetes do STF

Ministro quer formalizar pedido para retirar seis policiais que atuam com integrantes do tribunal.

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O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), articula uma mudança na forma como a corte conduz investigações criminais. Ele defende que os delegados da Polícia Federal cedidos aos gabinetes dos ministros deixem essas funções. A ideia já foi apresentada ao presidente da casa, Luiz Edson Fachin, e agora há a intenção de marcar um novo encontro para oficializar a proposta.

O movimento ganhou força nos bastidores do tribunal após o desgaste recente entre o relator dos casos envolvendo o Banco Master, ministro André Mendonça, e os altos escalões da PF. A movimentação foi revelada pela Folha de S.Paulo e confirmada pelo Poder360.

Para Gilmar, a presença desses delegados nos gabinetes pode gerar conflitos dentro das apurações que tramitam no STF. Isso porque eles acabam desempenhando um papel que vai além das funções tradicionais da instituição, auxiliando diretamente os magistrados na coleta de informações e na instrução dos processos.

Atualmente, são seis policiais federais emprestados ao tribunal. No gabinete do ministro André Mendonça, trabalham Graziela Machado e Thiago Marcantonio. Já com Alexandre de Moraes atuam Fábio Shor, responsável pelo inquérito que apurou a suposta trama golpista e levou ao indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, e Anderson Antônio Ferreira de Souza.

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Além deles, Flávio Lucena colabora com o ministro Luiz Fux, enquanto Raphael de Melo Batista está lotado na Polícia Judicial, órgão do próprio STF. A eventual saída desses profissionais terá impacto direto na rotina dos relatores, especialmente em casos sensíveis e complexos.

No caso de Mendonça, a participação de Marcantonio é vista como central para o andamento das apurações sobre as fraudes no Banco Master e nos desvios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), dois inquéritos extensos e com múltiplas frentes de investigação.

Vale lembrar que, em junho, o Ministério da Justiça pediu a devolução de todos os policiais federais que estavam emprestados a 50 órgãos públicos, sob a justificativa de reforçar o efetivo da instituição. O STF, na ocasião, foi a única corte que não entrou na lista de devoluções.

Fonte: Poder360

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