O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou nesta sexta-feira (31) como uma “invasão” o intenso movimento migratório registrado em Ceuta, território espanhol situado na costa norte da África. Durante reunião com sua equipe ministerial, o mandatário norte-americano afirmou que acompanhou a situação na Espanha e alertou que os Estados Unidos poderiam enfrentar cenário semelhante caso os republicanos não vençam as próximas eleições legislativas de meio de mandato.
“Vi a Espanha ontem e acompanhei a catástrofe que aconteceu. Parece uma invasão de um país”, declarou Trump, segundo informações repassadas por agências internacionais de notícias. Ele ainda complementou: “Centenas de milhares de pessoas. E a mesma coisa vai acontecer conosco se os republicanos não forem eleitos, só que pior, muito maior e muito mais fácil de entrar”.
Na quinta-feira (30), um grande contingente de marroquinos, majoritariamente jovens, concentrou-se na região limítrofe entre Marrocos e Ceuta. Parte desse grupo conseguiu ultrapassar as barreiras de segurança e adentrar o enclave espanhol, gerando comoção e sobrecarga nos serviços locais.
Juan Jesús Vivas, presidente da cidade autônoma de Ceuta, relatou que aproximadamente 60 mil pessoas ingressaram no território em um único dia. O Ministério do Interior da Espanha, por sua vez, informou que mais de 48,3 mil migrantes em situação irregular já foram devolvidos ao Marrocos. O jornal El País noticiou que ao menos 57 pessoas morreram durante as tentativas de entrada.
Além de Ceuta, o enclave de Melilla também registrou movimentação migratória. Sabrina Moh Abdelkader, representante do governo espanhol em Melilla, confirmou a entrada de cerca de 130 migrantes marroquinos, muitos dos quais menores de idade. “É muito difícil fazer uma avaliação, e precisamos esperar para realizar a contagem. Hoje podemos falar em cerca de 130 entradas”, explicou. Abdelkader acrescentou que aproximadamente 60 pessoas necessitaram de atendimento médico.
A crise migratória em Ceuta e Melilla gerou repercussão internacional e acendeu debate sobre políticas de imigração na Europa, enquanto Trump utiliza o episódio para reforçar sua agenda política doméstica nos Estados Unidos.
Fonte: Brasil 247






























