A Polícia Civil do Acre deflagrou nesta quarta-feira (16) a operação Algoritmo Cidadão, que cumpriu sete mandados de busca e apreensão em Rio Branco. O objetivo é apurar a existência de uma suposta milícia digital usada para atacar o candidato ao governo do Acre, Alan Rick, do Republicanos.
De acordo com as autoridades, seis contas da rede social Instagram foram suspensas ao longo da investigação. A corporação também informou que três dos suspeitos já identificados ocupam cargos comissionados no governo estadual. Durante as buscas, foram apreendidos celulares, computadores e outros equipamentos que serão periciados.
A operação é conduzida pelo delegado Rêmullo Diniz, da delegacia de Sena Madureira, no interior do estado. As apurações seguem sob segredo de Justiça, o que impede a divulgação de detalhes sobre os investigados e as linhas de apuração.
Em resposta à ação policial, a governadora e candidata à reeleição, Mailza Assis, do Progressistas, divulgou nota na qual afirma categoricamente que nunca autorizou, solicitou ou teve conhecimento de qualquer atuação de milícia digital. O texto é assinado pelo advogado Cristopher Capper Mariano de Almeida.
Na manifestação, a candidata se apresenta como vítima de uma rede de ataques anônimos e exige que todas as investigações sobre o tema recebam o mesmo tratamento rigoroso. Segundo a nota, Mailza é alvo de uma rede de ataques anônimos que já é do conhecimento da Justiça Eleitoral.
A defesa relata que, na terça-feira (15), véspera da operação, a campanha da candidata denunciou no processo nº 0601041-09.2026.6.01.0000 indícios de atuação coordenada de 47 perfis utilizados para atacar Mailza e promover Alan Rick. A nota também menciona uma segunda investigação, no processo nº 0600634-03.2026.6.01.0000, na qual um perfil anônimo favorável a Alan Rick teria sido retirado do ar após dados da Meta e de uma operadora de telefonia permitirem identificar a conexão utilizada em sua administração.
Diante desse histórico, o texto afirma que Mailza espera que todas as redes de ataques anônimos sejam investigadas com o mesmo rigor, sem seletividade ou exploração eleitoral. A nota classifica como inaceitável que denúncias formalizadas pela campanha da candidata sejam ignoradas enquanto se tenta associar seu nome, sem provas, a práticas das quais afirma ser vítima.
Em relação à operação desta quarta-feira, que resultou nos mandados em Rio Branco e na identificação de três suspeitos com cargos comissionados no governo estadual, a nota reafirma que Mailza nunca autorizou, solicitou ou teve conhecimento de qualquer atuação dessa natureza.
O texto acrescenta que a candidata repudia perfis falsos, ataques anônimos e disseminação de desinformação, respeita a autonomia da Polícia Civil e defende que toda suspeita seja rigorosamente investigada.
Por fim, a nota conclui que, até o momento, não foi apresentado publicamente nem à própria candidata qualquer elemento que indique sua participação, conhecimento ou determinação sobre os fatos apurados na operação policial.
Fonte: Folha do Acre



























