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JUSTIÇATJAC integra equipes para aprimorar atendimento em casos de violência vicária

Tribunal de Justiça do Acre reuniu equipes multidisciplinares para discutir a violência vicária e apresentar nova ferramenta de medida protetiva eletrônica durante o Agosto Lilás.

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O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) promoveu, nesta sexta-feira (14), um encontro com equipes multidisciplinares que atuam em diferentes áreas do Judiciário para discutir a violência vicária e seus impactos no atendimento às famílias. A ação integra a programação do Agosto Lilás, campanha de conscientização sobre o enfrentamento à violência contra a mulher.

A reunião foi organizada pela juíza auxiliar da Presidência do TJAC, Louise Santana, e contou com a participação de assistentes sociais e psicólogos que atuam nas áreas de proteção à mulher, infância, família e Justiça Restaurativa. Durante o evento, foi apresentada a nova ferramenta de medida protetiva eletrônica, destinada a agilizar e ampliar a proteção às vítimas.

Segundo a magistrada, a integração entre as equipes é essencial para uma análise mais abrangente dos casos. “Com a violência vicária, alienação parental, e outros tipos de violência contra a mulher, não dá mais para separar o que é um problema envolvendo a mãe, o pai ou a criança; tornou-se um problema sistêmico”, afirmou.

A juíza também destacou que o atendimento deve considerar as vulnerabilidades de todos os membros da família, não apenas da vítima direta. “Eles precisam ampliar o leque de atuação, ter um olhar mais interdisciplinar, pensando em todas as vulnerabilidades, não só da mãe ou da vítima que esteja lá, mas da criança e do suposto autor do fato”, explicou.

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A iniciativa busca reforçar a proposta do Agosto Lilás, que visa ampliar a conscientização e fortalecer a rede de proteção às mulheres e às famílias, garantindo uma atuação integrada entre os diferentes setores do sistema de Justiça. A violência vicária, caracterizada quando o agressor utiliza os filhos para causar danos à mãe, é um fenômeno cada vez mais observado nos tribunais brasileiros, exigindo a qualificação contínua das equipes.

Fonte: TJ Acre

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