A sexta edição do mutirão PopRuaJud no Acre começou nesta segunda-feira, 24, em Tarauacá, com o objetivo de aproximar serviços públicos de pessoas em situação de rua e de outras populações vulneráveis, incluindo indígenas. A ação prossegue até terça-feira, 25, na Escola Municipal Maria Aucilene Calixto, reunindo instituições do sistema de Justiça, órgãos públicos e entidades parceiras.
Durante os atendimentos, os participantes podem solicitar documentos essenciais, como RG e CPF, receber orientação eleitoral, atendimento médico, odontológico e de enfermagem, além de orientações sobre benefícios sociais e acompanhamento de processos judiciais.
Relatos de atendidos no primeiro dia ilustram a diversidade de histórias por trás da situação de rua. Maria, por exemplo, vive nas ruas há mais de dez anos, costuma permanecer nas proximidades do Mercado Municipal e já recebeu assistência social, inclusive com Aluguel Social, mas optou por continuar nas ruas. Antônio Gomes, de 49 anos, está há cerca de cinco meses nessa condição, após passar por uma cirurgia em Rio Branco e enfrentar problemas com alcoolismo. Ambos foram acolhidos durante a ação.
Na abertura, o juiz de Direito substituto Ricardo Cavalli, diretor do Foro da Comarca de Tarauacá, destacou que o mutirão é uma ação de inclusão e cidadania, construída por diferentes instituições. “É importante oferecer um olhar mais acolhedor e humanizado, porque, em muitas situações, essas pessoas não conseguem acessar regularmente o Poder Judiciário ou os serviços públicos”, afirmou. A defensora pública Andréia Volcov ressaltou a importância da iniciativa para ampliar o acesso à Justiça e promover dignidade.
O prefeito de Tarauacá, Rodrigo Damasceno, disse que a ação foca na população mais vulnerável e que o primeiro momento é de busca ativa e acolhimento. “Precisamos mostrar que existe esperança e que é possível melhorar”, declarou. A secretária do Comitê Multinível, Multissetorial e Interinstitucional para a Promoção de Políticas Públicas Judiciais de Atenção às Pessoas em Situação de Rua, Adalcilene Araripe, agradeceu às instituições e equipes envolvidas, ressaltando que o trabalho foi construído “a muitas mãos”.
Além do Tribunal de Justiça do Acre, participam da ação a Defensoria Pública, o Ministério Público, a prefeitura e outras entidades, com o deslocamento de profissionais de Rio Branco para reforçar os atendimentos.
Fonte: TJ Acre





























