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ELEIÇÕESMailza propõe industrialização para diversificar economia do Acre

Candidata apresenta plano que prioriza agregação de valor à produção local, qualificação profissional e integração com mercados internacionais.

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A candidata Mailza divulgou sua estratégia de desenvolvimento econômico para o Acre, com foco na transformação da produção local, na geração de empregos e na abertura de novos mercados para empresas, produtores e pequenos empreendedores. O objetivo central é reduzir a dependência da venda de matérias-primas e estimular a industrialização, agregando valor aos produtos acreanos.

Em declaração, Mailza afirmou que o estado precisa produzir, transformar e comercializar suas riquezas, para que o desenvolvimento se converta em trabalho e renda para as famílias. Ela também destacou a importância de preparar a mão de obra, atrair empresas e criar condições para que os empreendedores locais possam crescer.

Uma das principais medidas propostas é a criação de uma Política Estadual de Desenvolvimento Regional, que direcionará investimentos de acordo com as vocações econômicas de cada região. O plano prevê facilitar o acesso ao crédito e ao fomento público para projetos que industrializem produtos acreanos e movimentem cadeias como a bioeconomia, a agroindústria, a produção de proteína animal, o turismo, o artesanato e a economia criativa.

Para atrair novas empresas, a candidata pretende utilizar os benefícios das Áreas de Livre Comércio e da Zona de Processamento de Exportação. A estratégia inclui a modernização e expansão dos parques industriais já existentes e a criação de novos polos em regiões estratégicas.

Outro compromisso é implantar um programa integrado de formação e qualificação da força de trabalho, envolvendo o Estado, os municípios, instituições de ensino, o Sistema S e o setor empresarial. Os cursos serão planejados conforme as vagas e os investimentos que cada região poderá receber, com ênfase em tecnologia, bioeconomia, agroindústria, logística, comércio, serviços e economia digital.

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Mailza ressaltou que não basta atrair uma empresa se a população não estiver preparada para ocupar os postos de trabalho criados. Segundo ela, a qualificação deve caminhar junto com o investimento, com atenção especial aos jovens em busca da primeira oportunidade e aos trabalhadores que precisam se atualizar.

O plano também contempla a criação de um Mapa de Produção e de Potencialidades Locais. A ferramenta permitirá identificar as atividades com maior capacidade de crescimento e geração de empregos em cada município, orientando investimentos públicos, crédito, qualificação e infraestrutura.

O poder de compra do Estado será utilizado para fortalecer a economia acreana. A proposta é ampliar os programas de compras governamentais, qualificar fornecedores locais e estimular padrões de qualidade, certificação e inovação. Dessa forma, produtores, cooperativas e empresas do Acre poderão disputar uma fatia maior das compras realizadas pelo poder público.

Para melhorar o ambiente de negócios, Mailza propõe simplificar a abertura de empresas, licenciamentos e alvarás, com revisão de processos e uso de tecnologia. O plano também prevê apoio a associações e cooperativas para regularização jurídica, contábil e documental.

A estratégia de desenvolvimento inclui consolidar o Acre como plataforma logística e comercial de ligação entre o Brasil, os países andinos e os portos do Peru e do Chile. O plano prevê atuação conjunta com o governo federal e o setor empresarial para melhorar a infraestrutura rodoviária e aduaneira, facilitar o escoamento da produção e ampliar o acesso aos mercados do Pacífico e da Ásia.

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Entre as propostas está a implantação de portos secos nas regiões do Alto e do Baixo Acre, com estrutura para desembaraço de cargas e apoio ao comércio internacional. A candidata também pretende buscar empresas e capital para colocar em funcionamento a Zona de Processamento de Exportação.

A bioeconomia ocupará posição estratégica nesse projeto. O plano propõe investir em pesquisa e no desenvolvimento de produtos derivados dos ativos naturais da região, aproximando universidades, instituições científicas, empresas e startups. A intenção é transformar conhecimento e biodiversidade em inovação, produção sustentável e novas fontes de renda.

Para os trabalhadores autônomos, a proposta é criar o Microcrédito Solidário do Empreendedorismo Popular, com financiamento, qualificação e acompanhamento técnico. O programa Capacitar para Empreender oferecerá cursos, orientação para formalização e kits com equipamentos para iniciar ou ampliar pequenos negócios.

Também serão criados espaços permanentes de comercialização, feiras itinerantes nos bairros e comunidades rurais e plataformas digitais para divulgação e venda dos produtos da economia solidária. No turismo e no artesanato, as ações estarão voltadas à qualificação, formalização, melhoria do design e promoção dos produtos e destinos acreanos.

Mailza concluiu afirmando que deseja um desenvolvimento que alcance todas as regiões e permita que cada município aproveite suas potencialidades. Segundo ela, o Acre precisa crescer valorizando quem produz, apoiando quem empreende e criando oportunidades para que os jovens construam o futuro no estado.

Fonte: ContilNet Notícias

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