Duas candidaturas do partido Novo anunciaram suporte à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República já na primeira rodada das eleições de 2026. A decisão foi validada pelo próprio pré-candidato do Novo ao Palácio do Planalto, Romeu Zema, conforme informações obtidas pela CNN Brasil.
Uma das adeptas é Marina Helena, que concorre a uma cadeira na Câmara dos Deputados por São Paulo pelo Novo. Antes de divulgar publicamente sua posição, ela relata ter mantido uma conversa com Zema e obtido sinal verde para prosseguir com o anúncio.
Em declaração à CNN Brasil, Marina Helena explicou: “Fiz questão de conversar com o Romeu Zema, do meu partido, antes de fazer esse anúncio. Tomei a decisão porque precisamos tentar nos livrar do Lula já, no primeiro turno”.
A candidata também mencionou a configuração atual do Supremo Tribunal Federal (STF) como um dos motivos para defender a união de votos em Flávio Bolsonaro. “Não podemos correr o risco de ter mais quatro Dinos no STF”, afirmou.
Segundo Marina Helena, decisões tomadas pelo STF nos últimos anos também influenciaram sua escolha de apoiar Flávio já no primeiro turno. “Em 2022 e 2024, eles censuraram as redes e até bloquearam o X. Não sabemos o que poderão fazer entre o primeiro e o segundo turno para nos empurrar mais quatro anos de Lula”, declarou.
Um segundo candidato do Novo deve seguir o mesmo caminho e declarar apoio a Flávio Bolsonaro. Trata-se de Sebastião Coelho, que disputa uma vaga no Senado Federal pelo Distrito Federal.
A movimentação acontece no mesmo dia em que Zema afirmou que apoiará Flávio em um eventual segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em entrevista à Jovem Pan Campinas, Zema disse que “quem estiver contra o PT terá o meu apoio” e confirmou que manteria a posição caso o adversário de Lula fosse Flávio.
Conforme apuração da CNN Brasil, Zema tem se aproximado de Flávio Bolsonaro nos últimos dias. Integrantes do Novo também articulam um apoio mais amplo ao candidato do PL já na primeira etapa da eleição.
Fonte: CNN Brasil



























