A jornalista norte-americana Brittney Hopper revelou, na quinta-feira 30, que enfrentou consequências profissionais após questionar o Dr. Anthony Fauci, então diretor do Niaid, em plena pandemia de Covid-19. A declaração foi feita durante participação no canal australiano News24.
Na ocasião, Hopper integrava a equipe da CBS News, onde permaneceu até 2022. Segundo ela, depois de meses cobrindo a crise sanitária, passou a contestar publicamente as posições de Fauci. Como retaliação, a emissora a tirou do ar por alguns dias, medida que a própria jornalista classificou como punição.
Para retomar suas funções, Hopper afirmou que foi obrigada a se desculpar. Ela criticou a grande imprensa por tratar Fauci como uma figura inquestionável, destacando a ausência de integridade jornalística na cobertura da pandemia. Para a jornalista, os veículos de comunicação propagaram pânico ao adotar as orientações do médico sem qualquer análise crítica.
A postura de Fauci na recente audiência no Congresso dos EUA não surpreendeu Hopper. Durante o depoimento, o médico invocou a Quinta Emenda mais de cem vezes, recusando-se a responder às perguntas dos parlamentares. Além das críticas dos republicanos, Fauci enfrenta novos questionamentos sobre contradições em seu diário pessoal.
Relatos indicam que, em 2022, o ex-diretor do Niaid negou repetidamente ter apoiado lockdowns. Contudo, anotações de 2020 sugerem que ele recomendou a medida a autoridades municipais, estaduais e federais, incluindo o então presidente Donald Trump. As revelações ampliam o debate sobre a transparência de Fauci durante a pandemia.
Em outras frentes, a reportagem da Revista Oeste, na edição 333, também aborda o tema, reforçando a importância de revisitar as decisões e declarações do médico no período mais crítico da crise sanitária.
Fonte: Revista Oeste






























