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TERREMOTOFortes tremores derrubam templos e deixam ao menos 14 mortos no Japão

Um terremoto de magnitude 7,1 atingiu o sul do Japão, causando a morte de 14 pessoas e destruindo templos históricos.

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O sul do Japão amanheceu em ruínas nesta quarta-feira (29) após um terremoto de magnitude 7,1 que ocorreu na terça-feira (28). O balanço oficial aponta pelo menos 14 mortos e dezenas de feridos, enquanto equipes de resgate trabalham contra o tempo para localizar desaparecidos.

O salão principal do Santuário Yatsushiro, construído em 1883, desabou completamente. Uma multidão de curiosos se formou ao redor dos destroços. Especialistas começaram a vistoriar outros templos da região, muitos dos quais sofreram danos severos.

O perito Michishu Nakatsu explicou que a maioria das construções religiosas é de madeira, o que as torna vulneráveis a tremores. Ele destacou que portões de entrada e campanários desabaram em grande número. Para Nakatsu, os estragos são tão extensos que a recuperação é improvável, sendo mais provável a declaração de perda total.

Além dos templos, um shopping center pegou fogo e explodiu após o terremoto. Cerca de 2.700 pessoas trabalhavam no local, que tinha quase 200 lojas. A administração informou que quatro funcionários continuam desaparecidos. As causas da explosão ainda são investigadas pelas autoridades.

Uma fábrica de papel também foi gravemente afetada, com várias pessoas sumindo nos escombros. Mais de 46 mil residências ficaram sem energia elétrica na região. Todos os trens e voos na província foram cancelados, paralisando o transporte.

A primeira-ministra Sanae Takaichi afirmou que cada segundo é crucial para salvar as pessoas soterradas. Ela enfatizou a urgência das operações de resgate. Bombeiros, policiais e cerca de 170 militares atuam nos locais onde houve pedidos de socorro. Ao todo, mais de 4.500 soldados foram mobilizados para ajudar na recuperação em toda a área afetada.

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Prédios e pontes desabaram em diversos pontos. As autoridades orientaram cerca de 260 mil pessoas a se dirigirem a centros de evacuação. A polícia recebeu 386 chamadas de emergência após o tremor, incluindo relatos de edifícios colapsados e pessoas pedindo resgate.

O epicentro do terremoto foi localizado a aproximadamente 20 km ao sul de Kumamoto, a maior cidade da região central de Kyushu, com cerca de 700 mil habitantes. O tremor principal foi seguido por mais de 100 réplicas menores que continuaram até esta quarta-feira.

Na cidade de Yatsushiro, uma das mais castigadas, muitas casas tiveram telhados danificados e alguns prédios ruíram. As estradas de acesso à cidade litorânea apresentavam rachaduras e deformações, e muitos comércios permaneceram fechados. Parte de uma ponte sobre o rio Kumagawa desabou, atraindo moradores curiosos.

O morador Masahiro Miyamoto, de 40 anos, contou que estava dirigindo quando o terremoto ocorreu. Ele viu postes de telefone e edifícios caírem. Desde então, voltou para casa e tem ajudado na limpeza dos destroços, inclusive removendo entulhos de um portão destruído em um templo local.

As autoridades alertaram que novas réplicas fortes podem ocorrer por cerca de uma semana. Também há risco de deslizamentos de terra nas áreas mais atingidas. O tremor atingiu o nível 7 na escala japonesa de intensidade sísmica, o mais alto, em algumas localidades.

Cerca de 36 mil casas ainda estão sem energia elétrica e muitas não têm água. As temperaturas chegaram a 34°C nesta quarta-feira, o que levou as autoridades a alertar para o risco de doenças relacionadas ao calor entre os desabrigados.

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Hospitais ficaram sobrecarregados. Um hospital em Uki, próximo ao epicentro, perdeu energia e não pôde funcionar normalmente, tornando-se um hospital de campanha. Outro hospital suspendeu novas admissões após receber 86 feridos, três em estado grave. Passageiros de trens de alta velocidade também ficaram feridos, e os serviços foram suspensos.

Grandes empresas com fábricas na região, como Renesas Electronics, Sony, Tokyo Electron e Honda, paralisaram as operações. A Toyota anunciou a suspensão das atividades em três fábricas fora da província de Kumamoto até sexta-feira (31) devido à situação dos fornecedores. A TSMC, fabricante de chips, retirou funcionários de sua fábrica local, mas começou a retomar as operações no fim da terça-feira.

O Japão está localizado no chamado Anel de Fogo do Pacífico, área de intensa atividade sísmica e vulcânica, sendo responsável por cerca de 20% dos terremotos de magnitude 6 ou superior no mundo. Há dez anos, um terremoto devastador em Kumamoto matou 275 pessoas e feriu outras 2.739, além de danificar milhares de edifícios, incluindo as muralhas do castelo da cidade. Esse castelo e outros edifícios históricos, como santuários com telhados de telha e uma casa de chá do século XVII, foram danificados novamente pelos tremores de terça-feira.

Fonte: CNN Brasil

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