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JUSTIÇAEsjud realiza palestra sobre linguagem e racismo institucional no TJAC

Escola do Poder Judiciário do Acre promoveu evento para debater impacto de estruturas linguísticas na perpetuação do racismo, alinhado a diretrizes do CNJ.

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A Escola do Poder Judiciário do Acre (Esjud) realizou nesta quinta-feira, 11 de julho, a palestra “Linguagem e Racismo Institucional”, com o objetivo de fomentar a reflexão crítica e promover uma postura ativamente antirracista no ambiente de trabalho. O evento, em formato híbrido com transmissão para comarcas do interior, contou com a presença do presidente do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), desembargador Laudivon Nogueira, e da defensora pública Juliana Caobianco, coordenadora da Escola Superior da Defensoria Pública do Estado.

A iniciativa é fruto da parceria entre a Esjud e a Secretaria de Governança e Gestão Estratégica (Segov) do TJAC, integrando ações para uma cultura organizacional mais inclusiva, diversa e comprometida com os direitos humanos. A palestra também complementa a campanha recém-lançada “Equidade Racial é Direito”, do TJAC. O desembargador Laudivon Nogueira destacou a relevância do debate: “Temos de romper os muros, inclusive o da discriminação racial e do preconceito em qualquer aspecto, pois o nosso objetivo maior é a pacificação social, a garantia dos direitos fundamentais e a efetivação dos direitos humanos”.

Elaine Cristina, chefe da Divisão de Inclusão, Acessibilidade e Sustentabilidade da Segov, relatou os avanços alcançados pelo setor, especialmente na perspectiva de um trabalho mais acolhedor e integrado com outros setores do Tribunal. A palestra foi ministrada por Evandro Teixeira, servidor do Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) e doutor em Letras pela Universidade Federal do Acre. Ele abordou a tríade estrutural de raça, gênero e classe, explicando como linguagens e discursos moldam realidades e sustentam desigualdades.

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Teixeira apresentou dados históricos, mencionando teorias pseudocientíficas de Morton, Galton e Lombroso que tentaram justificar hierarquias raciais a partir de 1840. Ele destacou que instituições públicas reproduzem racismo institucional por meio de práticas cotidianas, como em processos seletivos e barreiras invisíveis ao acesso de pessoas negras a posições de poder. Citou expressões como “denegrir”, “lista negra” e “fala que nem gente” como exemplos de estereótipos camuflados na linguagem. “Toda palavra-ação carrega história, ideologia, intencionalidade e relações de poder. A transformação começa pela consciência do que dizemos e como dizemos”, finalizou. Após a palestra, houve entrega de lembranças ao palestrante e sorteio entre os presentes.

Fonte: TJ Acre

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