O agronegócio brasileiro acaba de obter autorização para exportar produtos agropecuários a 13 novos mercados internacionais. A conquista foi anunciada pelos ministérios da Agricultura e Pecuária (Mapa) e das Relações Exteriores (MRE), após negociações sanitárias e fitossanitárias bem-sucedidas com parceiros estratégicos de diversas regiões.
As novas permissões abrangem nações da América do Sul, América Central, África e também a União Econômica Eurasiática (UEE), ampliando a presença do Brasil em áreas de alto potencial de consumo. Dentre os países contemplados estão Argentina, Bolívia, El Salvador, Equador, Etiópia, Guiana, Honduras, Nicarágua, Nigéria, Paraguai, República Dominicana, Venezuela e o bloco eurasiático.
As autorizações incluem uma gama variada de itens, reforçando a diversificação da pauta exportadora brasileira. Entre os produtos liberados estão material genético bovino para El Salvador e Honduras, castanha de caju para a UEE, milho pipoca para Equador e República Dominicana, e ovos férteis para a Nigéria.
Também foram autorizadas exportações de couro bovino salgado para a Bolívia, mudas de cana-de-açúcar para Honduras, sementes de coco para a Guiana, sementes de mamona para o Paraguai, sementes de maracujá para a Venezuela, e sementes de pimenta habanero para a Nicarágua. Além disso, farinhas, gorduras animais e hemoderivados para alimentação animal poderão ser enviados à Etiópia, e sêmen de pacu-caranha à Argentina.
A inclusão da União Econômica Eurasiática como destino para castanha de caju destaca-se pelo potencial comercial do bloco. Dados do governo brasileiro mostram que os países da UEE importaram mais de US$ 1,4 bilhão em produtos agropecuários do Brasil no último ano, com destaque para soja, carnes e café.
A ampliação da pauta comercial é parte da estratégia de diversificação dos destinos das exportações, reduzindo a dependência de mercados tradicionais. Desde o início de 2023, o agronegócio brasileiro acumula 639 aberturas de mercado em 97 destinos internacionais, resultado da cooperação entre Mapa e Itamaraty.
A expectativa é que produtores e exportadores dos segmentos beneficiados iniciem as operações nos novos mercados nos próximos meses. Isso deve aumentar as receitas, fortalecer a competitividade do setor e consolidar o Brasil como um dos principais fornecedores mundiais de alimentos, insumos e genética animal.
Fonte: Portal do Agronegócio




























