O ministro da Fazenda, Dario Durigan, encontrou-se com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, na noite desta terça-feira (9/6) para discutir medidas que podem comprometer as contas públicas. O encontro, realizado na residência oficial do Senado, contou com a presença dos ministros José Guimarães (Relações Institucionais) e Bruno Moretti (Planejamento).
Segundo estimativas da equipe econômica, os projetos em tramitação no Senado somam um impacto fiscal de R$ 276 bilhões. Entre eles, o de maior peso é a renegociação das dívidas dos produtores rurais, que já passou pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e pode ser votado nesta quarta-feira (10/6). O custo estimado é de R$ 120 bilhões ao longo de uma década.
Outra proposta preocupante é a PEC que garante aposentadoria integral para agentes de saúde e de combate às endemias. Aprovada pela Câmara no ano passado, ela aguarda análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. O Ministério da Fazenda calcula um impacto de R$ 99 bilhões.
Há ainda o projeto que estabelece um novo piso salarial para médicos e cirurgiões-dentistas, em tramitação terminativa na Comissão de Assuntos Sociais. Se aprovado, pode seguir diretamente para a Câmara. O custo estimado é de R$ 47 bilhões.
O governo também tenta adiar a discussão de uma PEC que amplia os repasses ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM). A Fazenda projeta um impacto de R$ 10 bilhões apenas em 2026.
Após a reunião, Durigan afirmou confiar na condução de Alcolumbre sobre esses temas. Ele destacou que o presidente do Senado tem sido correto com a equipe econômica e entende o momento sensível da economia mundial.
O encontro ocorre em meio a um clima de tensão entre Alcolumbre e o governo, agravado após a rejeição da indicação de Jorge Messias para o STF. Além disso, o parlamentar tem sinalizado resistência em acelerar a votação da PEC que acaba com a escala 6×1.
Durigan não assumiu compromissos em nome de Alcolumbre, mas declarou que confia na condução do presidente do Senado. Ele reforçou a necessidade de cautela diante dos riscos à economia brasileira.
Fonte: Metrópoles































