A Força Aérea Brasileira (FAB) comunicou ao Ministério da Defesa que os cortes orçamentários recentes podem inviabilizar a operação de suas aeronaves até o encerramento do ano. Um documento interno obtido pelo Metrópoles revelou a gravidade da situação.
O bloqueio total de R$ 1,45 bilhão no Orçamento da União atingiu diretamente setores essenciais da Aeronáutica, como a aquisição de querosene de aviação, a manutenção de equipamentos e o abastecimento de peças para a frota. Projetos estratégicos também foram paralisados.
De acordo com a FAB, os recursos remanescentes não permitem o treinamento completo de todas as tripulações operacionais. Diante disso, a instituição passou a priorizar missões urgentes, como defesa aérea, resgate, instrução de voo e transporte de órgãos para transplantes.
Entre os programas afetados, o projeto de aquisição dos caças Gripen (FX-2) sofreu um contingenciamento de R$ 800 milhões. Já o programa do avião cargueiro KC-390 teve R$ 215,8 milhões bloqueados no orçamento de 2026. Caso haja recomposição dos valores, a FAB pretende alocar os recursos primeiramente para o Gripen, manutenção, combustível e infraestrutura.
A FAB também considera insuficiente o lote inicial de 36 caças F-39 Gripen para as necessidades de defesa nacional. O comando da Aeronáutica avalia que o ideal seriam 66 aeronaves. Até o momento, apenas dez unidades foram entregues, com previsão de incorporação das 26 restantes até 2032.
A Aeronáutica informou ainda que planeja substituir os antigos caças A-1 (AMX) por novos Gripen, descartando a compra de uma aeronave intermediária nesse momento. As restrições orçamentárias, no entanto, ameaçam a continuidade das operações aéreas nos próximos meses.
Fonte: Diário do Brasil Notícias




























