Menu

COMÉRCIOTarifa de 25% dos EUA sobre o Brasil entra em vigor e atinge 20% das exportações

Novas taxas americanas afetam 2.300 produtos brasileiros, especialmente eletroeletrônicos e máquinas.

publicidade

Nesta quarta-feira (22), entrou em vigor a sobretaxa de 25% imposta pelo governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump, sobre mercadorias brasileiras. A medida impacta cerca de um quinto de tudo que o Brasil vende para o mercado norte-americano.

De acordo com estimativas da Agência Brasileira de Promoção das Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil), o valor total das exportações atingidas varia entre US$ 7,2 bilhões e US$ 11 bilhões.

Dos aproximadamente 2,3 mil itens taxados, a maior parte pertence aos segmentos de eletroeletrônicos, máquinas e equipamentos, autopeças e calçados. Cerca de 700 produtos ficaram de fora da tarifa, número superior aos 615 inicialmente previstos nas negociações.

O governo brasileiro informou que os Estados Unidos são o principal comprador dos eletroeletrônicos nacionais, representando cerca de 25% das exportações desse setor. No segmento de máquinas e equipamentos, a participação americana fica em torno de um quarto das vendas externas.

Os estados de São Paulo e Santa Catarina concentram 52% do impacto financeiro da medida. Sozinho, São Paulo responde por 41,6% do total das exportações afetadas. Santa Catarina, no entanto, enfrenta situação mais delicada: 68% de suas vendas aos EUA foram atingidas, conforme dados da Apex-Brasil.

Leia Também:  Quina de São João 2026 tem prêmio estimado em R$ 260 milhões; saiba como apostar

A sobretaxa foi baseada em investigação do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), que acusa o Brasil de adotar práticas desleais no comércio bilateral. Os americanos listaram seis pontos para justificar a taxação: sistema de pagamentos eletrônicos (Pix), regulação de redes sociais, desmatamento ilegal, acesso ao mercado de etanol, combate à corrupção, proteção à propriedade intelectual e acordos preferenciais com México e Índia.

O governo brasileiro rejeita essas justificativas, afirmando que têm motivação política e não correspondem à realidade. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, declarou que os negociadores dos EUA exigiam abertura total de mercados sem oferecer contrapartidas.

Como resposta, o Brasil anunciou a retomada de um programa de apoio aos setores prejudicados, com linhas de crédito para capital de giro e investimentos, além de assistência para redirecionar produtos a outros compradores e mercados. O governo também avalia flexibilizar temporariamente as regras de isenção, suspensão ou restituição de tributos sobre insumos usados na fabricação de bens exportáveis.

A Apex-Brasil planeja lançar em agosto um plano de R$ 130 milhões para diversificar as exportações brasileiras, mirando principalmente a União Europeia, países da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean) como Indonésia, Malásia, Tailândia e Vietnã, além de nações da Ásia Central, como Cazaquistão e Uzbequistão.

Leia Também:  Ministros do STF avaliam que Moraes errou ao questionar carta de Bolsonaro

Fonte: Agência Brasil

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade