Cinco escritoras do Acre tiveram seus trabalhos reconhecidos no Concurso Literário Nacional da Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil (AJEB). A produção literária feminina do estado alcançou resultados expressivos, incluindo uma segunda colocação, três textos selecionados e uma menção honrosa.
A jornalista e escritora Socorro Camelo obteve o 2º lugar na categoria Crônica com o texto “Até amanhã, Índia!”. Além dela, Edir Figueira Marques, autora de “Envelhecer não é desaparecer”, Golbyleni Cristina Pullig, com “Inclassificável”, e Maze Oliver, que teve um texto incluído entre os destaques nacionais, também foram reconhecidas. Giselle Lopes de Moraes recebeu Menção Honrosa pela crônica “Nasci no Acre, virei evento!”.
O concurso reuniu escritoras de diversas regiões do Brasil e contemplou obras inéditas em múltiplos gêneros literários. A iniciativa busca incentivar a produção feminina e valorizar a literatura como expressão cultural.
A presidente da AJEB no Acre, Socorro Camelo, avaliou que o resultado é uma vitória coletiva para a literatura local. Segundo ela, o reconhecimento demonstra que o estado também contribui para a construção da literatura brasileira.
“Quando uma escritora acreana é reconhecida nacionalmente, quem vence não é apenas uma autora. É o Acre mostrando que também escreve, emociona e ajuda a construir a literatura brasileira. Recebo essa premiação com alegria, mas celebro ainda mais o fato de outras mulheres do nosso estado estarem entre os destaques. Quando uma de nós avança, todas avançamos. Esse resultado também mostra que incentivar a escrita feminina é investir na memória, na cultura e na identidade do nosso estado”, afirmou.
Edir Figueira Marques ressaltou que a conquista celebra a força da literatura em sua vida. Para ela, escrever sempre foi uma forma de transformar a realidade em esperança, e ver um texto de sua autoria alcançar esse patamar é uma alegria compartilhada com outras mulheres.
Golbyleni Cristina Pullig destacou que o reconhecimento nacional fortalece a produção literária acreana. Ela acredita que a literatura aproxima as pessoas de suas histórias e que ver um texto escrito no Acre sendo valorizado nacionalmente incentiva a continuidade do trabalho de escrita.
Giselle Lopes de Moraes afirmou que a menção honrosa serve como estímulo para novos projetos. Ela se disse emocionada em perceber que histórias originadas no Acre conseguem ultrapassar fronteiras e alcançar leitores em todo o país.
Maze Oliver, que integra a coordenadoria da AJEB no Rio de Janeiro e atua como correspondente da coordenação do Acre, comemorou o resultado. A escritora disse que estar entre os destaques nacionais foi uma surpresa e a motivou a prosseguir na carreira literária.
As crônicas vencedoras serão publicadas em uma revista nacional da AJEB, que reunirá as obras premiadas. A expectativa é que a publicação ocorra em setembro, durante a Bienal Internacional do Livro de São Paulo, um dos maiores eventos literários do país.
A cerimônia de premiação está marcada para acontecer na Bienal, quando as escritoras acreanas serão homenageadas. O evento reúne autores, editores e leitores de todo o Brasil e representa uma vitrine importante para a literatura produzida no Acre.
Fonte: A Gazeta do Acre





























