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JUSTIÇADesembargador participa de roda de conversa com pioneiros em Rodrigues Alves

Coordenador do Projeto Cidadão, desembargador Samuel Evangelista compartilhou memórias do plebiscito que originou o município em encontro com moradores pioneiros.

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O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) levou o Projeto Cidadão ao município de Rodrigues Alves nos dias 30 e 31 de julho, oferecendo serviços essenciais à população. Entre as atividades, uma roda de conversa reuniu moradores pioneiros e autoridades, em um momento de reconhecimento da história local. O encontro foi realizado a convite do prefeito Salatiel Magalhães.

O coordenador do projeto, desembargador Samuel Evangelista, participou da conversa e relembrou sua ligação com a cidade. Em 1991, ele atuava como promotor eleitoral e participou do plebiscito que consultou a população sobre a emancipação política da então Vila Rodrigues Alves. O resultado foi favorável à criação do município, oficializado pela Lei Estadual nº 1.032, de 28 de abril de 1992, com instalação em 1º de janeiro de 1993.

Durante o encontro, Evangelista recordou sua trajetória no Vale do Juruá. Ele foi promotor de Justiça em Tarauacá e, em 1987, foi designado para atuar temporariamente em Cruzeiro do Sul. “Era para passar apenas uma semana. Acabei ficando dez anos”, contou. O desembargador destacou a importância de ouvir as lembranças dos pioneiros. “São histórias que fazem parte da nossa vida e da construção deste município”, afirmou.

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O prefeito Salatiel Magalhães ressaltou o papel dos pioneiros na história da cidade, que completou 34 anos de emancipação política em 28 de julho. “São pessoas lúcidas, que guardam lembranças preciosas desses 34 anos. O desembargador Samuel também é uma figura muito importante para nós, ele faz parte dessa trajetória”, disse.

Um dos relatos mais marcantes foi o do morador Francisco Alves, que cedeu sua casa para abrigar o primeiro atendimento cartorário da então vila. Ele contou que, na época, o doutor Heitor pediu que ele acolhesse Antônia, que viria trabalhar no cartório. “Eu aceitei. Ela morou lá por quatro anos e o atendimento do cartório funcionava na sala da minha casa”, relembrou. Ao final, Evangelista concluiu que preservar essas memórias é essencial para manter viva a identidade de Rodrigues Alves para as futuras gerações.

Fonte: TJ Acre

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