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MERCADO FINANCEIRODólar sobe a R$ 5,13 com espera da Selic; Ibovespa fica estável

Moeda americana avança 0,87%, enquanto Bolsa oscila e fecha com leve baixa de 0,07%.

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O dólar comercial encerrou a terça-feira (4) em alta de 0,87%, cotado a R$ 5,1312, em meio à cautela dos investidores que aguardam as decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos. O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, teve um dia de oscilações e fechou praticamente estável, com leve recuo de 0,07%, aos 177.883 pontos.

Com esse movimento, a moeda norte-americana acumulou ganho de 1,22% na semana e no mês, mas ainda apresenta queda de 6,51% no ano. Já o índice acionário brasileiro mantém valorização de 10,47% em 2026.

No cenário externo, os investidores monitoraram novos dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos, que são fundamentais para antecipar os próximos passos do Federal Reserve (Fed), o banco central americano. As informações reforçam a atenção do mercado à trajetória da inflação e à possibilidade de novos cortes nos juros da maior economia do mundo nos próximos meses.

No Brasil, os holofotes se voltaram para dois eventos: a divulgação da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e a temporada de balanços corporativos, que continua agitando os negócios na B3.

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Todavia, o principal fator de atenção dos participantes do mercado é a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. A decisão sobre a taxa Selic será anunciada nesta quarta-feira (5), e a expectativa majoritária é de uma redução de 0,25 ponto percentual, levando os juros básicos de 14,25% para 14% ao ano. Se confirmado, será o segundo corte consecutivo, marcando a continuidade do ciclo de flexibilização monetária no país.

No setor de commodities, o petróleo apresentou forte queda, pressionado pelas declarações do governo do Catar, que indicaram avanço nas negociações para um possível acordo entre os Estados Unidos e o Irã. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar, Majed al-Ansari, afirmou que os contatos diplomáticos chegaram a “estágios muito avançados” e que Catar, Omã e Paquistão atuam como mediadores entre Washington e Teerã.

Apesar do otimismo do Catar, as autoridades iranianas negaram a existência de negociações diretas em andamento com os americanos. Na véspera, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que os diálogos já haviam começado e chamou o momento de “última chance” para o Irã fechar um acordo.

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O possível entendimento entre os dois países elevou as expectativas de reabertura do Estreito de Ormuz, uma das rotas mais importantes para o transporte de petróleo mundial. Isso fez os preços internacionais da commodity recuarem de forma acentuada: o barril do Brent caiu 5,26%, fechando a US$ 79,36, enquanto o WTI, referência americana, perdeu 5,69%, para US$ 75,77.

A combinação de fatores – como a espera pelas decisões dos bancos centrais, os indicadores econômicos e os desdobramentos geopolíticos – manteve os investidores em compasso de espera, refletindo-se na valorização do dólar e na estabilidade do Ibovespa.

Fonte: O Sul

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