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ALECDeputado Edvaldo Magalhães pede apuração de ataque a jornalista em Cruzeiro do Sul

Parlamentar usou tribuna da Aleac para cobrar investigação sobre invasão à casa do jornalista Chico Melo e defendeu liberdade de imprensa.

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Na sessão desta terça-feira (4), na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), o deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) abordou o ataque sofrido pelo jornalista Francisco Melo, conhecido como Chico Melo, da Rádio e TV Integração, de Cruzeiro do Sul. A invasão à residência do profissional ocorreu em 22 de julho e foi classificada pelo parlamentar como um ato de violência política que atenta contra a liberdade de imprensa.

Durante o pronunciamento, Magalhães relembrou episódios históricos no Acre envolvendo intimidação a comunicadores e afirmou que práticas como essas não podem se repetir. Segundo o deputado, desde o combate ao Esquadrão da Morte no estado, não havia registro de violência dessa natureza contra profissionais da imprensa. Ele citou que pressões e tentativas de censura ocorreram nas últimas décadas, mas a agressão física e a ameaça à vida haviam cessado.

O parlamentar também mencionou possíveis motivações para o ataque, relacionadas a temas tratados pela rádio, como denúncias de irregularidades em processos licitatórios e contratações diretas. Para ele, a abordagem desses assuntos pode ter desencadeado a ação criminosa. Magalhães afirmou que já levou o caso às autoridades, incluindo o delegado responsável, uma promotora e um procurador de Justiça, e pediu que as investigações avancem.

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No mesmo discurso, o deputado defendeu que a Aleac se manifeste institucionalmente sobre o ocorrido. Ele ressaltou que a tribuna legislativa é um espaço democrático que não pode silenciar diante de ameaças à expressão. Edvaldo Magalhães também declarou que não se submeterá a intimidações e que está aberto ao diálogo para resolver divergências políticas, mas não aceitará práticas de coação.

Em outro tema, o parlamentar cobrou solução para o transporte escolar fluvial em Tarauacá, que atende cerca de 130 barqueiros. De acordo com dados apresentados por ele, as empresas Suply, LOACRE e Lopes são responsáveis pelo serviço, com atrasos salariais e de aluguéis, sobretudo na Suply, que acumula 11 meses de aluguéis e quatro meses de salários não pagos. A situação, segundo Magalhães, pode comprometer o deslocamento de estudantes ribeirinhos e exige providências urgentes do poder público.

Fonte: Agência Aleac

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