A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (21) a Operação Umbra, que tem entre os investigados um agente da própria corporação. A ação é um desdobramento das apurações da Operação Ptolomeu e apura o suposto vazamento de informações relativas a operações policiais para pessoas ligadas a investigados.
A suspeita é de que dados sobre as ações tenham sido repassados indevidamente, comprometendo o sigilo das investigações. A participação do servidor é apontada em uma das frentes mais delicadas da nova apuração, segundo a Polícia Federal.
De acordo com a PF, elementos obtidos em etapas anteriores da Ptolomeu indicaram a possível existência de um núcleo de contrainteligência voltado a monitorar os passos dos investigadores. Essa estrutura teria buscado informações sobre deslocamentos de equipes e viaturas, além de detalhes sobre operações planejadas.
O objetivo, conforme a apuração, seria antecipar as ações policiais e permitir que medidas fossem tomadas para reduzir a efetividade das decisões judiciais. A investigação aponta que o grupo queria se preparar antes das operações.
Nesse cenário, os investigadores identificaram indícios da participação do agente da PF no repasse irregular de informações relacionadas às operações. Além dele, um ex-servidor terceirizado também é alvo da apuração pelo suposto envolvimento no fornecimento dos dados.
Até o momento, a Polícia Federal não detalhou publicamente quais informações teriam sido passadas pelo agente, em quais operações isso teria ocorrido ou quem teria recebido diretamente os dados. O nome do servidor investigado também não foi divulgado no material sobre a operação.
A Operação Umbra ocorre em paralelo à Ptolomeu IV, mas com foco específico. Enquanto a Ptolomeu IV investiga, entre outros pontos, suspeitas envolvendo contratos públicos e a obra da nova sede do Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac), a Umbra apura a suposta estrutura criada para acompanhar e antecipar atividades da Polícia Federal.
As duas operações cumpriram, juntas, 28 mandados de busca e apreensão em Rio Branco e Cruzeiro do Sul, no Acre, além de Maringá, no Paraná, e Navegantes, em Santa Catarina. As ordens foram expedidas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
O STJ também determinou medidas cautelares contra os investigados, como afastamento de função pública, proibição de contato, restrição de acesso a determinados órgãos e impedimento de deixar o país, além da entrega de passaportes.
As investigações prosseguem para esclarecer a atuação de cada pessoa envolvida no suposto esquema. Os elementos apurados até agora representam suspeitas em investigação e não significam condenação dos envolvidos.
Fonte: ContilNet Notícias



























