O governo do Acre participou, nesta segunda-feira, 8, da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (SB 64), em Bonn, na Alemanha, para apresentar sua experiência em políticas públicas voltadas aos povos indígenas. A secretária extraordinária dos Povos Indígenas, Francisca Arara, representou o estado no evento, que ocorre até 18 de junho.
Durante a conferência, Francisca Arara destacou iniciativas como os Planos de Gestão Territorial e Ambiental (PGTAs), que orientam o desenvolvimento sustentável das terras indígenas e facilitam a captação de recursos. Ela também é presidente do Comitê Regional para Parcerias com Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais da GCF Task Force e ressaltou a importância da Câmara Setorial dos Secretariados Indígenas da Amazônia Legal, vinculada ao Consórcio Interestadual da Amazônia Legal, como espaço de articulação regional.
A gestora afirmou que o Acre leva ao debate internacional sua experiência em salvaguardas socioambientais e resultados concretos da aplicação de recursos climáticos. “Não se trata apenas de propostas, mas de práticas já consolidadas nos territórios”, disse. Ela mencionou os PGTAs, festivais indígenas e fortalecimento das organizações locais como exemplos.
Desde 2012, o Acre transforma recursos climáticos em ações nos territórios. Atualmente, as discussões incluem mecanismos para acesso direto das comunidades a esses fundos, com menos burocracia. Francisca Arara reconheceu que os recursos ainda são insuficientes, mas defendeu a identificação dos melhores mecanismos para as organizações indígenas.
No Acre, 29 das 36 terras indígenas já possuem PGTAs. O próximo passo, segundo a secretária, é elaborar planos de enfrentamento e adaptação às mudanças climáticas, fortalecendo equipes técnicas e garantindo recursos para a execução das ações.
Fonte: Agência de Notícias do Acre






























