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DEFESA, ATAQUE, OU VITIMIZAÇÃO?Moraes fará pronunciamento após Fachin convocar sessão sobre investigação

Ministro do STF se manifesta publicamente um dia após o presidente da Corte agendar plenária para debater possível investigação contra ele.

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), comunicou que realizará um pronunciamento público nesta quinta-feira (10), às 11h. A declaração ocorre um dia depois de o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, convocar uma sessão plenária para discutir a eventual abertura de um inquérito contra Moraes, motivada por sua suposta relação com Daniel Vorcaro, do Banco Master.

A sessão está agendada para o dia 15 de setembro, às 10h, e reunirá todos os ministros do STF. Eles avaliarão se o relatório da Polícia Federal, que contém mensagens trocadas entre Moraes e Vorcaro, apresenta elementos suficientes para justificar a instauração de uma investigação formal contra o ministro.

As mensagens indicam que o banqueiro teria solicitado a Moraes que intercedesse junto ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, com o objetivo de frear o avanço das apurações sobre o banco.

Na quarta-feira (10), Fachin também retirou Moraes da relatoria do Inquérito das Fake News e assumiu pessoalmente as investigações. A medida preserva os atos já praticados por Moraes enquanto esteve à frente do caso, mas transfere todas as investigações em andamento para o presidente do STF. As ações penais relacionadas ao inquérito que já tiveram denúncia aceita, no entanto, permanecem sob a relatoria de Moraes.

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O Inquérito das Fake News foi aberto de ofício pelo Supremo em março de 2019 para investigar notícias fraudulentas, ameaças e ataques contra membros da Corte. Moraes foi designado relator por Toffoli sem sorteio, modelo que posteriormente foi validado pelo plenário do STF.

A mudança de relatoria ocorre cinco dias após Fachin defender publicamente o encerramento da investigação. Na última sexta-feira (4), o presidente do Supremo afirmou que os acontecimentos recentes reforçavam a “urgência” de pôr fim ao procedimento, aberto há mais de sete anos.

Fonte: CNN Brasil

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