Menu

ALVO A SER DERRUBADODireita ataca Flávio Bolsonaro na disputa por vaga no 2º turno

Candidatos de direita intensificam críticas ao senador Flávio Bolsonaro visando enfraquecê-lo e disputar espaço no segundo turno de 2026.

publicidade

Nos bastidores da corrida presidencial de 2026, a disputa interna entre os candidatos de direita se acirra. O senador Flávio Bolsonaro (PL), que lidera as pesquisas de intenção de voto nesse espectro político, atrás apenas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), tornou-se o principal alvo dos adversários que buscam seu espaço. Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) têm elevado o tom das críticas, em uma estratégia que reflete a ambição de conquistar uma vaga no segundo turno do pleito.

Os três pré-candidatos miram não apenas o eleitorado conservador, mas também a possibilidade de se firmarem como alternativas viáveis ao nome escolhido pelo PL para suceder Lula. As críticas abrangem desde questionamentos sobre a atuação de Flávio nos Estados Unidos e seus vínculos com o banqueiro Daniel Vorcaro até ataques à sua capacidade de apresentar propostas concretas e de sustentar uma candidatura própria.

Ronaldo Caiado, ex-governador de Goiás, foi um dos que mais endureceram o discurso contra o senador. Durante a convenção que oficializou sua candidatura, em 26 de julho, ele se referiu a Flávio, sem citar seu nome, como um “candidato kinder ovo, uma surpresinha todo dia”. A provocação fazia alusão às polêmicas envolvendo o senador, incluindo o pedido de R$ 134 milhões a Vorcaro para a produção do filme Dark Horse, a imagem dele ao lado de um homem apelidado de “Sicário” e a divulgação, pelo portal Metrópoles, de notas fiscais do escritório de Flávio para uma empresa ligada ao ex-banqueiro.

Leia Também:  CEsp debate preparação de atletas para os Jogos Paralímpicos de 2028

Caiado não parou por aí. Em outra ocasião, voltou a fazer referência ao adversário, chamando-o de “frango de granja”. Ele explicou: “Você já viu frango de granja? É aquele candidato que na vida não tem como explicar. Qualquer coisa fala assim: ‘chama o papai [Jair Bolsonaro], vou ler uma carta dele’. Come a raçãozinha, toma água com antibiótico e fica na sombra”. A declaração busca desqualificar a autonomia de Flávio em relação ao ex-presidente.

O ex-governador também criticou a convenção do PL, que contou com a presença do presidente da Argentina, Javier Milei, e a exibição de um vídeo gerado por inteligência artificial com Jair Bolsonaro. Para Caiado, Flávio acabou ofuscado no próprio evento, o que evidenciaria sua falta de protagonismo.

A relação entre Romeu Zema e Flávio Bolsonaro passou por momentos de aproximação e confronto. O ex-governador de Minas Gerais chegou a ser cotado para ocupar a vice na chapa do senador e, no fim de abril, afirmou que o apoiaria em um eventual segundo turno. “Eu falo que eu estou junto para poder tirar o PT de lá”, declarou na ocasião.

Nos meses seguintes, porém, Zema mudou o tom, especialmente após a divulgação de áudios e mensagens em que Flávio pede dinheiro a Vorcaro. O mineiro classificou a atitude como “imperdoável”. Em vídeo publicado nas redes sociais, afirmou: “Flávio Bolsonaro, ouvir você cobrando dinheiro do Vorcaro é imperdoável. É um tapa na cara dos brasileiros de bem. Não adianta nada criticar as práticas de Lula e do PT e fazer a mesma coisa”. Zema também destacou que “é preciso ter credibilidade para mudar o Brasil”.

Leia Também:  Senador Plínio Valério critica ações do ICMBio na Amazônia como "Câncer Terminal"

Renan Santos, candidato do Missão, também adotou postura mais dura em relação ao senador. Após Flávio levantar dúvidas sobre as urnas eletrônicas brasileiras, baseando-se em documentos da CIA divulgados pelo governo dos Estados Unidos, Renan afirmou que ele fez o Brasil passar “vergonha internacionalmente”. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou as alegações apresentadas por Flávio.

O candidato do Missão ainda questionou se o senador estaria prejudicando a própria campanha: “O que ele [Flávio Bolsonaro] ganha fazendo isso? Será que ele quer tirar a candidatura dele? Será que, no fundo, ele está se autossabotando, imaginando que ele tem outros problemas que podem levar a não ganhar a eleição?”.

Em outra ocasião, Renan chamou Flávio de “criminoso” e afirmou que o senador não teria condições de derrotar Lula. Para ele, o filho do ex-presidente nunca demonstrou interesse em construir uma candidatura própria. “Flávio nunca quis ser presidente. Flávio sempre esteve lá em Brasília para fazer negócios. O lance do Flávio é ficar rico e comprar imóveis”, afirmou.

As críticas de Caiado, Zema e Renan indicam uma estratégia coordenada para enfraquecer Flávio Bolsonaro e consolidar suas próprias candidaturas como opções viáveis para o eleitorado de direita. A disputa interna promete se intensificar nas próximas semanas, conforme a aproximação das eleições.

Fonte: O Sul

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade