O ex-presidente Jair Bolsonaro informou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que não deu aval para o emprego de sua imagem e voz no vídeo gerado por inteligência artificial que foi publicado pela equipe de campanha de seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A declaração foi formalizada em petição entregue nesta quarta-feira.
Na manifestação, a defesa de Bolsonaro argumenta que ele sequém poderia ter autorizado o uso, devido às restrições de contato impostas por Moraes no âmbito da execução penal. O ministro havia solicitado esclarecimentos ao ex-presidente para verificar se ele teria participado da produção do conteúdo.
A preocupação central de Moraes é apurar se Bolsonaro descumpriu as medidas cautelares que limitam sua atuação e o proíbem de manter contato com determinadas pessoas. Os advogados do ex-presidente reforçaram que, desde a decisão judicial de 17 de julho, Bolsonaro está com o direito de visitas suspenso por 30 dias, enquanto Flávio Bolsonaro não pode visitá-lo por 90 dias.
Segundo a defesa, essa circunstância comprova que não houve qualquer contato entre pai e filho com a finalidade de obter a autorização para o uso da imagem. A petição conclui que Bolsonaro não participou da elaboração do vídeo nem autorizou sua divulgação.
Fonte: O GLOBO




























