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DESVIO DE RECURSOSOperação Benedictio desarticula esquema que desviou R$ 9,6 milhões do PCM em São Luís

Gaeco, Seic e PM cumprem mandados contra organização que usava instituto de fachada para desviar verbas públicas destinadas a projetos sociais.

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A Operação Benedictio, deflagrada na manhã desta quarta-feira pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público do Maranhão (MP-MA), com apoio da Secretaria de Estado da Investigação Criminal (Seic) e da Polícia Militar, desarticulou uma organização criminosa suspeita de desviar aproximadamente R$ 9,6 milhões de verbas públicas. O esquema envolvia o desvio de recursos de emendas parlamentares e convênios que deveriam ser destinados a projetos sociais voltados para populações vulneráveis em São Luís. O nome da operação faz referência ao Instituto Sê Tu Uma Bênção, entidade utilizada como fachada para ocultar a origem e o destino do dinheiro.

As investigações apontam que as facções criminosas, especificamente o Primeiro Comando do Maranhão (PCM), beneficiavam-se diretamente desses desvios de várias formas. Parte do dinheiro era usado para financiar a estrutura armada do grupo, sustentando um núcleo de intimidação e proteção armada em comunidades da capital. Além disso, os recursos serviam para criar uma rede de proteção privada para blindar os líderes do grupo criminoso e para impor o silêncio aos moradores nas áreas dominadas pela facção, utilizando táticas de intimidação conhecidas como omertà.

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Durante a operação, as autoridades apreenderam mais de R$ 300 mil em dinheiro vivo, diversos veículos de luxo, armas de fogo – incluindo uma pistola Taurus 9mm encontrada com o vereador Beto Castro (Avante) –, além de celulares, computadores, notebooks e mídias de armazenamento para perícia. A Justiça determinou o bloqueio de bens e ativos financeiros dos envolvidos e de instituições como o Instituto Sê Tu Uma Bênção, a empresa Comercial Alves e Serviços Eireli e o Escritório Elmo Contabilidade Ltda.

Entre os políticos alvos da operação estão o vereador Beto Castro, preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo de uso restrito, e o ex-vereador Umbelino Júnior, que foi alvo de mandados de busca e apreensão. Além deles, a investigação aponta a participação de outros agentes políticos e indícios de envolvimento de servidores públicos na aprovação de pagamentos irregulares ao instituto fachada. Foram cumpridos sete mandados de prisão preventiva contra Lucivânia Silva Alves Siqueira, Robson de Oliveira Siqueira, José Roberto Santos Cunha, Cristiana Serra Duarte Cunha, Evânia Maria Sousa Nicácio, Evano Hícaro dos Santos Soares e Josué Santos da Silva (codinome “Gaspar”).

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Fonte: Reportagem construida com auxílio de IA

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