A expectativa de receber a restituição do Imposto de Renda (IR) tem se tornado alvo de criminosos na internet. A Receita Federal emitiu novo alerta para uma onda de fraudes que usa mensagens de texto, e-mails e aplicativos como WhatsApp para simular avisos oficiais.
Os golpistas se aproveitam do calendário de pagamentos para enganar contribuintes. O primeiro lote de 2026, pago no fim de maio, beneficiou mais de 8,7 milhões de pessoas. Os próximos depósitos estão previstos para 30 de junho, 31 de julho e 31 de agosto, períodos de maior atividade criminosa.
A tática mais comum é o envio de mensagens com tom de urgência. Algumas alegam “pendências” na declaração que impediriam o crédito. Outras prometem antecipar a restituição mediante pagamento de uma taxa via Pix.
Para dar credibilidade, os fraudadores criam páginas clonadas que imitam perfeitamente os sites oficiais do governo. Ao acessar esses links falsos, a vítima fornece dados como CPF, senhas e informações bancárias.
Com esses dados, os criminosos conseguem movimentar contas, contratar empréstimos ou clonar perfis. O prejuízo pode ser rápido e difícil de reverter.
A Receita Federal reforça que nunca envia links por mensagem eletrônica, SMS ou WhatsApp. O órgão também não cobra qualquer taxa para liberar a restituição, nem solicita senhas ou códigos de autenticação.
O único caminho seguro para consultar a situação fiscal é o site oficial da Receita ou o Portal e-CAC, acessado com conta Gov.br de nível prata ou ouro. O aplicativo oficial “Meu Imposto de Renda” também pode ser usado, mas deve ser baixado apenas das lojas oficiais.
Os contribuintes devem desconfiar de mensagens que exijam ação imediata, como pagamento para “desbloquear” dinheiro. A restituição é um processo automático e gratuito.
Caso alguém caia no golpe, a orientação é agir rapidamente. O primeiro passo é contatar o banco para relatar a fraude e solicitar o bloqueio da conta, acionando o Mecanismo Especial de Devolução do Pix, se possível.
Em seguida, é necessário registrar um Boletim de Ocorrência, detalhando a conta que recebeu o dinheiro ou o link utilizado. Isso pode ser feito em delegacias eletrônicas estaduais.
As senhas da conta Gov.br e dos aplicativos bancários acessados devem ser alteradas imediatamente. Também é importante monitorar o CPF em ferramentas de crédito para evitar abertura de contas ou empréstimos fraudulentos.
A Receita Federal lembra que o calendário de restituição segue ordem de prioridade: idosos, professores e quem usou a declaração pré-preenchida ou optou por receber via Pix. O pagamento ocorre em lotes mensais.
O alerta se estende a todos os contribuintes que ainda não receberam o valor. A cada novo lote, aumenta o número de tentativas de golpe.
Os fraudadores atualizam constantemente suas abordagens, usando dados vazados para personalizar as mensagens. Por isso, a atenção deve ser redobrada.
A recomendação principal é ignorar qualquer comunicação que peça ação fora dos canais oficiais. A Receita nunca entra em contato por WhatsApp ou SMS para tratar de valores.
Em caso de dúvida, o contribuinte deve buscar informações diretamente no site da Receita Federal, evitando clicar em links suspeitos.
A prevenção ainda é a melhor defesa. Com conhecimento sobre os sinais de fraude, é possível evitar prejuízos e garantir que a restituição chegue de forma segura.
Fonte: NSC Total





























