O dólar comercial encerrou a segunda-feira (8) em alta de 0,45%, cotado a R$ 5,1803, o maior patamar desde 30 de março de 2026. O movimento foi impulsionado pela retomada de posições defensivas por investidores, após o cessar-fogo no Oriente Médio ser violado no fim de semana.
No mercado futuro, o contrato para julho avançava 0,19%, a R$ 5,2100, enquanto o índice DXY, que mede o dólar ante seis moedas fortes, recuava 0,06%. Apesar da leve queda externa, o real permaneceu sob pressão.
A desvalorização da moeda brasileira reflete novas tensões geopolíticas. Relatos de ataques mútuos entre Irã e Israel voltaram a preocupar os agentes financeiros. Embora o presidente dos EUA, Donald Trump, tenha defendido a trégua e o Irã tenha anunciado a suspensão de operações contra Israel, a percepção geral é de que o conflito ainda não tem um desfecho definitivo. O Irã alertou que retomará ações caso ocorram novos ataques israelenses ao Líbano.
Além disso, o mercado digere os dados fortes do payroll (emprego) dos Estados Unidos na semana passada, que reforçam a aposta de que o Fed manterá os juros em patamar elevado por mais tempo. Esse cenário desestimula operações de carry trade, que buscam ganhos com diferenças de taxas de juros. Ao mesmo tempo, ganha força a tese de que o Banco Central brasileiro, por meio do Copom, tem menos espaço para cortar a Selic.
Durante o pregão, a moeda americana chegou a cair para R$ 5,1335 (-0,46%) na abertura, num movimento de realização de lucros após a alta acumulada de 2,72% na primeira semana de junho. Contudo, a divisa logo reverteu o sinal e atingiu a máxima de R$ 5,1951 (+0,73%) ainda pela manhã, fechando no patamar mais elevado em mais de dois meses.
Fonte: Jovem Pan






























