Os contratos futuros do café registraram forte queda na Bolsa de Nova York nesta quarta-feira, pressionados por perspectivas de oferta abundante. O vencimento para julho caiu 2,35%, encerrando a US$ 2.531,00 por libra-peso, conforme dados do Barchart.
O movimento de baixa foi generalizado, com o café arábica atingindo o menor patamar em 18 meses. A pressão veio principalmente da expectativa de uma safra recorde no Brasil, maior produtor mundial.
O Serviço Agrícola Estrangeiro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estimou a produção brasileira em 71,9 milhões de sacas para a temporada 2026/27, um aumento de 14% em relação ao ciclo anterior.
Essa projeção foi reforçada pelo Rabobank, que elevou sua estimativa de excedente global de café arábica para 2026/27 de 7 milhões para 9,5 milhões de sacas, ampliando a percepção de oferta abundante no mercado internacional.
No mercado de açúcar, os preços futuros também fecharam em queda em Nova York. O contrato para julho recuou 0,97%, para US$ 14,24 por libra-peso.
Segundo o Barchart, o movimento foi influenciado pela perda de fôlego após uma alta inicial, com o açúcar recuando da máxima de uma semana. A valorização do dólar, que atingiu o maior nível em quase dois meses, também pressionou as cotações, levando à liquidação de posições compradas.
Além disso, a perspectiva de ampla oferta global pesa sobre os preços. A União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA) informou que a produção de açúcar do Centro-Sul do Brasil na safra 2026/27 subiu 55,3% em abril ante o mesmo período do ano anterior, para 2,475 milhões de toneladas, impulsionada por maior rendimento da cana.
O teor de sacarose atingiu 112,58 kg por tonelada, alta de 5,4% na comparação anual.
No mercado de cacau, o contrato futuro para julho caiu 0,88%, para US$ 4.072 por tonelada. A pressão veio da preocupação com a demanda por chocolate, após a Barry Callebaut, sétima maior fabricante do mundo em receita, projetar uma recuperação mais lenta nos volumes de vendas do que o esperado.
Além disso, os estoques de cacau armazenados pela ICE atingiram o maior nível em quase dois anos, 2.913.278 sacas na quarta-feira, reforçando o movimento de queda.
O algodão com entrega em julho fechou com ligeira baixa de 0,04%, a US$ 76,73 por libra-peso. Já o suco de laranja com vencimento em julho subiu 5,25%, cotado a US$ 1.684,00 por tonelada.
Fonte: CNN Brasil




























