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CRISE FISCALTCU aponta insuficiência de metas fiscais para conter alta da dívida pública

Tribunal de Contas da União conclui que metas atuais não estabilizam dívida bruta até 2029, mesmo com cumprimento integral dos objetivos fiscais.

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O Tribunal de Contas da União (TCU) divulgou na quarta-feira, 3, uma análise que revela a inadequação das metas fiscais em vigor para conter o crescimento da dívida bruta do governo geral (DBGG) em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). O estudo, elaborado pela Unidade Especializada em Orçamento, Tributação e Gestão Fiscal (AudFiscal), aponta que, mesmo em projeções otimistas, o endividamento continua em trajetória de alta até 2029.

Durante a sessão plenária, a Corte de Contas determinou que o Tesouro Nacional passe a explicitar, nos próximos projetos de lei de diretrizes orçamentárias, o nível de resultados fiscais necessário para estabilizar a relação dívida/PIB em um horizonte de dez anos. A medida visa aumentar a transparência e a eficácia das políticas de ajuste fiscal.

A equipe técnica do TCU examinou as estimativas oficiais contidas nos Relatórios de Projeções Fiscais (RPFs) e nos Relatórios de Projeção da Dívida Pública (RPDPs), elaborados pelo Tesouro. Os cálculos demonstraram que, mesmo com o cumprimento integral das metas de resultado primário previstas na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, a estabilização da DBGG não é garantida em nenhum cenário projetado.

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O acórdão destaca que as metas fiscais efetivas são insuficientes para assegurar a estabilização da dívida até 2029, incluindo no cenário que considera a execução plena dos resultados primários estabelecidos na LDO. Um dos problemas centrais apontados é a crescente dependência de receitas condicionais, ou seja, aquelas que dependem da aprovação de novas medidas legais para se concretizarem.

A lei do arcabouço fiscal, aprovada em 2023, já determina que as metas fiscais devem ser compatíveis com o objetivo de médio prazo de estabilização da dívida pública. No entanto, o TCU identificou outras inconsistências nas projeções oficiais, como a deterioração dos indicadores de capacidade de pagamento, a diferença entre o resultado primário efetivo e o estabilizador estimado, e a transparência insuficiente das projeções da DBGG/PIB em relação à sensibilidade das receitas condicionais.

O indicador de juros sobre receita foi o que apresentou a pior evolução no período de 2023 a 2025, segundo a fiscalização. Essa tendência reforça a preocupação com a sustentabilidade fiscal e a necessidade de revisão das metas atuais para evitar o agravamento do endividamento público nos próximos anos.

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Fonte: Jovem Pan

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