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⚖️ FAZENDO O PRÓPRIO FUZIL

PF desmantela fábrica clandestina que produzia armas para facções

🚨 Estrutura operava no interior paulista e abastecia o Comando Vermelho e o PCC com fuzis de alto calibre
Crime organizado possuía empresa metalúrgica para produção de peças de fuzil. Foto: Alfredo Henrique/Metrópoles.

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A Polícia Federal desmantelou uma sofisticada fábrica clandestina de armamentos que operava sob disfarce de uma indústria aeronáutica no interior de São Paulo. A estrutura, segundo os investigadores, fornecia armas de guerra para facções criminosas, entre elas o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC).

A operação, realizada em Santa Bárbara d’Oeste, revelou a atuação da empresa Kondor Fly Parts Indústria e Comércio de Peças Aeronáuticas, que funcionava como fachada para a produção ilegal de fuzis AR-15. No local, agentes da PF encontraram máquinas de precisão industrial — do tipo CNC (controle numérico computadorizado) — adaptadas para fabricar componentes metálicos idênticos aos das armas originais.

“Trata-se de um esquema altamente profissionalizado, com padrão industrial e alcance nacional”, afirmou um dos delegados responsáveis pela operação.

🧩 Esquema com padrão de indústria de guerra

Além da sede da empresa, outro imóvel foi localizado em Americana, onde a PF apreendeu 35 conjuntos de partes de fuzis, dois silenciadores e dezenas de caixas com peças metálicas. De acordo com os peritos, o grupo tinha capacidade de produzir dezenas de fuzis por mês, revendidos por valores entre R$ 8 mil e R$ 15 mil — cifras que evidenciam a força econômica do narcotráfico e a infiltração tecnológica das facções.

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O responsável pelo esquema, Gabriel Carvalho Belchior, foi colocado na lista de procurados da Interpol. Segundo a investigação, ele era o articulador central da produção e da distribuição das armas, com ramificações em vários estados brasileiros. Outros três comparsas atuavam na programação das máquinas, transporte das peças e logística de insumos.

💰 Lavagem de dinheiro e conexões internacionais

As investigações apontam que a quadrilha movimentava grandes quantias financeiras por meio de contas de terceiros, levantando suspeitas de lavagem de dinheiro e possível envolvimento internacional no fornecimento de materiais e tecnologia.

A Polícia Federal acredita que o grupo operava há pelo menos dois anos, fortalecendo o arsenal das principais facções criminosas do país — uma ameaça direta à segurança nacional e às forças de ordem.

Os suspeitos responderão por comércio ilegal de armas, associação criminosa e lavagem de dinheiro. O caso será encaminhado à Justiça Federal.

⚔️ Um golpe contra o crime organizado — mas o desafio continua

A operação representa um importante golpe na estrutura de armamento das facções, mas expõe o tamanho do desafio que o Estado brasileiro enfrenta diante do poder financeiro e logístico das organizações criminosas.

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Enquanto o poder público hesita em aprovar políticas mais firmes de segurança e punição efetiva, as facções se modernizam, assumindo características empresariais, com engenheiros, tecnologia de ponta e ramificações financeiras complexas.

É o retrato de um país em que a criminalidade organizada avança com estrutura de indústria, enquanto o cidadão de bem segue desarmado e refém da violência.

Reportagem | Portal Acre Conservador
*Com informações da Danúzio News / Metrópoles

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