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Cirurgia bariátrica cresce entre mulheres no Acre

Estado retoma cirurgias com foco na saúde pública e na redução da obesidade severa
Toda terça-feira são realizadas duas cirurgias bariátricas na sede da Fundação Hospitalar, em Rio Branco. Foto: Gleison Luz/Fundhacre

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O retorno das cirurgias bariátricas pelo sistema público de saúde no Acre marca um esforço direto para enfrentar a obesidade mórbida e suas comorbidades, dentro de uma gestão que, mesmo com recursos limitados, prioriza a qualidade de vida. Até junho de 2025, 40 procedimentos já foram realizados na Fundhacre, em Rio Branco, por meio do Programa de Obesidade da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre).

Nos encontros, os inscritos podem sanar todas as dúvidas sobre o Programa de Obesidade. Foto: Luanna Lins/Fundhacre

Dados fornecidos pela coordenação do programa indicam que cerca de 950 pacientes estão em acompanhamento clínico e 41 já aguardam na fila cirúrgica da Central de Atendimento Cirúrgico (CAC). Os números apontam uma crescente demanda e reforçam a necessidade de políticas públicas integradas, sem interferência ideológica, que priorizem eficiência e resultados mensuráveis.

Quem mais procura o procedimento no Acre?

Segundo levantamento feito pela Fundhacre entre os pacientes já atendidos e em acompanhamento:

  • 74% são mulheres
  • 26% são homens

A maior procura entre o público feminino está associada a fatores como metabolismo pós-gestacional, desequilíbrios hormonais e transtornos alimentares, agravados por cenários de estresse, baixa mobilidade e histórico familiar.

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O cenário nacional e a fila de espera

De acordo com estimativas da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), mais de 14 milhões de brasileiros têm indicação clínica para a cirurgia bariátrica. No entanto, o SUS realiza cerca de 12 mil cirurgias por ano, número considerado insuficiente diante da demanda.

Em alguns estados, a fila pode ultrapassar 5 anos de espera, o que reforça a importância de iniciativas locais como as desenvolvidas no Acre. Mesmo assim, o estado ainda registra uma espera média de até 24 meses, o que exige atenção contínua na gestão e ampliação da capacidade cirúrgica.

O que causa a obesidade mórbida?

Os principais fatores que levam à obesidade severa, com necessidade de intervenção cirúrgica, incluem:

  • Descontrole alimentar crônico (físico e emocional);
  • Sedentarismo acentuado;
  • Alterações hormonais e genéticas;
  • Ansiedade, depressão e compulsão alimentar;

Histórico familiar de obesidade

A cirurgia bariátrica, nestes casos, surge como última alternativa depois do insucesso de métodos clínicos tradicionais.

📢 No Acre Conservador, valorizamos políticas públicas sérias, técnicas e eficazes — sem populismo. Continue acompanhando o portal e mantenha-se informado com conteúdo que respeita sua liberdade de pensamento.

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Fonte primária: Agência de Notícias do Acre

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