O candidato à Presidência da República pelo partido Missão, Renan Santos, manifestou críticas à decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de vetar as plataformas de apostas esportivas, conhecidas como bets, poucos dias antes das eleições gerais. Segundo Renan, a atitude tem caráter eleitoral, apesar de ele próprio se declarar favorável ao encerramento definitivo dessas atividades no país.
Em declaração, o postulante afirmou que a medida configura uma estratégia para angariar votos. “É apenas uma ação eleitoreira do Lula para simular preocupação com os brasileiros que estão se endividando e desenvolvendo vício em bets”, declarou. Ele argumentou ainda que o cálculo político do atual presidente se baseia no perfil dos usuários mais assíduos dessas plataformas, majoritariamente homens, o que poderia gerar descontentamento entre mães e companheiras.
Renan detalhou sua análise: “Os homens são os que mais utilizam as bets. Esse grupo não vota expressivamente no Lula. No entanto, esses homens estão causando dependência, despesas e endividamento que irritam suas esposas. Essas mulheres, sim, votam no Lula. Portanto, trata-se de uma maneira de o Lula concentrar poder e prestígio junto à sua eleitora, que é quem ele pretende agradar”, completou.
Apesar das críticas à forma como a proibição foi anunciada, o candidato reafirmou seu apoio à interdição total das casas de apostas no Brasil, citando os impactos sociais negativos da atividade. Ele comparou a expansão das bets à legalização da maconha para sustentar que a população brasileira não está preparada para a “cultura das apostas”, alegando que o país ainda não consegue harmonizar “liberdade com controle”.
“As pessoas não estão prontas, especialmente as mais humildes, para exercerem sua liberdade com controle. As bets surgiram, viciaram as pessoas, estão levando-as a contrair dívidas bancárias, crédito consignado sobre os salários, endividando-se com esse crédito, deixando de pagar, saindo do emprego, gastando tudo com bet. As bets não deram certo. Não ganhamos nada com elas, é um dinheiro que escoa para paraísos fiscais”, afirmou.
Para Renan, a proibição deveria ocorrer de forma posterior, após as eleições, em um novo governo, com amplo debate com a sociedade e buscando formas de combater a dependência dos usuários.
Fonte: CNN Brasil




























