O Partido dos Trabalhadores (PT) oficializou, neste domingo (2), a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República nas eleições de 2026. O anúncio foi feito durante convenção partidária realizada no Expo Center Norte, na capital paulista. O presidente nacional da legenda também confirmou o nome de Geraldo Alckmin, filiado ao PSB, como candidato a vice-presidente na chapa.
Em seu discurso após a confirmação, Lula abordou questões relacionadas à exploração de recursos naturais e defendeu que o país amplie sua capacidade de investimento e inovação tecnológica para aproveitar as riquezas nacionais. O petista criticou, sem citar nomes, aqueles que, segundo ele, estariam se apropriando indevidamente de terras brasileiras, afirmando que esse patrimônio deve beneficiar a população como um todo.
A aliança em torno da candidatura de Lula já reúne, além do PT e do PSB, os partidos PCdoB e PV, que formam a Federação Brasil da Esperança, bem como PSOL, Rede e PDT. As convenções partidárias que formalizam esses acordos e escolhem os candidatos podem ser realizadas até o dia 5 de agosto, conforme o calendário eleitoral.
Após a etapa das convenções, as chapas precisarão registrar oficialmente suas candidaturas na Justiça Eleitoral até 15 de agosto. Nesse processo, será necessário apresentar documentos dos partidos e dos candidatos, além do programa de governo a ser seguido em caso de vitória nas urnas.
Lula, de 80 anos, é natural de Garanhuns, em Pernambuco, mas foi criado na região do ABC Paulista, onde trabalhou como metalúrgico. Sua trajetória política inclui três derrotas consecutivas em eleições presidenciais, em 1989, 1994 e 1998, antes de vencer o pleito em 2002 e ser reeleito em 2006. Em 2022, conquistou um novo mandato, agora buscando mais uma reeleição para o comando do Executivo federal.
A oficialização da chapa ocorre em um cenário de polarização política e expectativa quanto às alianças que ainda serão fechadas. Nos próximos dias, os partidos aliados devem intensificar as negociações para definir estratégias comuns e apresentar propostas para áreas como economia, segurança e políticas sociais, que devem dominar o debate eleitoral.
Fonte: NSC Total






























