A menos de três meses das eleições, o PT encontra cenário adverso nas disputas pelos governos estaduais no Nordeste, embora o presidente Lula mantenha ampla liderança na região, conforme levantamentos recentes.
Na Bahia, maior colégio eleitoral do Nordeste e quarto do país, o atual governador Jerônimo Rodrigues (PT), que busca reeleição, aparece numericamente atrás de ACM Neto (União Brasil) em simulação de segundo turno: 39% a 43%, dentro da margem de erro de três pontos, segundo a pesquisa Genial/Quaest.
Em Pernambuco, segundo maior colégio eleitoral regional e sétimo nacional, o PT optou por não lançar candidato ao Palácio do Campo das Princesas, por decisão do presidente Lula. A disputa local está polarizada entre a governadora Raquel Lyra (PSD) e o prefeito do Recife, João Campos (PSB), que aparecem empatados tecnicamente: ela tem 45%, ele 39%.
No Ceará, terceiro colégio eleitoral do Nordeste e oitavo do país, o governador petista Elmano de Freitas, candidato à reeleição, pontua apenas 35% contra 48% do ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) em eventual segundo turno. Esse cenário levou aliados a cogitar a substituição de Elmano por Camilo Santana, ex-governador e ex-ministro da Educação, mas a troca não foi concretizada até agora.
Enquanto os candidatos estaduais do partido enfrentam dificuldades, Lula segue imbatível na região. No pleito de 2022, o Nordeste foi decisivo para a vitória presidencial, com o petista obtendo mais de 7,7 milhões de votos de vantagem sobre Jair Bolsonaro na soma dos três estados, superando a diferença final de 2,1 milhões em todo o país.
Levantamentos atuais indicam que essa vantagem pode crescer para cerca de 8,7 milhões de votos em 2026, considerando as intenções de voto na Bahia, em Pernambuco e no Ceará. Lula, portanto, continua a nadar de braçada na região, que historicamente lhe é favorável.
Jerônimo Rodrigues e Elmano de Freitas esperam que a popularidade do presidente ajude a impulsionar suas campanhas. A maioria dos eleitores baianos e cearenses afirma preferir um governador alinhado a Lula, o que abre espaço para a transferência de votos.
Ao mesmo tempo, os petistas reconhecem que o partido não tem o mesmo apelo do presidente, e que a força eleitoral de Lula é superior à da sigla, situação que pode ser decisiva para reverter o quadro atual nas urnas.
Fonte: Veja




























