Os preços internacionais do petróleo registraram queda nesta terça-feira, 21 de julho, impulsionados por sinais de que Estados Unidos e Irã podem estar próximos de um acordo para interromper temporariamente as hostilidades. O movimento ocorre mesmo com a continuidade de confrontos militares na região.
O barril do tipo Brent, referência para o mercado global, era negociado a US$ 88,44, uma redução de 0,9% em relação ao fechamento anterior. Já o West Texas Intermediate (WTI), principal índice dos Estados Unidos, recuou para US$ 82,50 por barril, também com queda de 0,9%.
De acordo com informações divulgadas pela agência Reuters, uma autoridade iraniana confirmou que o país recebeu uma proposta de cessar-fogo temporário com duração de dez dias. A iniciativa visa preservar o memorando de entendimento assinado em 17 de junho, que estabelece as bases para negociações mais amplas com o objetivo de encerrar o conflito iniciado em 28 de fevereiro.
Especialistas do banco ING, ouvidos pela Reuters, avaliam que o mercado reage com cautela, mas também com otimismo, diante da possibilidade de redução das tensões. No entanto, eles ressaltam que ainda existem divergências profundas entre Washington e Teerã, o que deve dificultar o avanço das conversas. O banco também lembrou que o presidente americano, Donald Trump, prometeu retaliar após a morte de soldados dos EUA em ataques recentes.
Apesar dos esforços diplomáticos, os confrontos continuam. Durante a noite, tropas americanas e forças iranianas voltaram a trocar ataques. A Guarda Revolucionária do Irã lançou novas ofensivas contra alvos militares dos EUA na região, enquanto o Comando Central Americano (Centcom) anunciou o início de uma nova série de bombardeios contra posições iranianas.
Outro ponto de atenção para o mercado é a segurança das rotas marítimas. Nesta terça-feira, uma embarcação que atravessava o Estreito de Ormuz informou ter sido atingida por um projétil de origem não identificada. De acordo com a agência britânica UKMTO, a tripulação abandonou o navio e se refugiou em um bote salva-vidas.
O tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz, uma das passagens mais importantes para o comércio global de petróleo, voltou a diminuir em razão do aumento da cautela depois dos ataques recentes entre Estados Unidos e Irã. A região é considerada estratégica para o abastecimento mundial de energia.
Um novo fator de risco surgiu com a declaração dos rebeldes houthis do Iêmen, aliados ao Irã. O grupo afirmou na segunda-feira, 20 de julho, que pretende impor um bloqueio naval à Arábia Saudita. A medida pode abrir uma nova frente de tensão e elevar os riscos para o fornecimento global de petróleo.
Fonte: G1






























