Pela primeira vez desde o início da medição regular, o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece numericamente à frente do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no cenário de segundo turno em Minas Gerais, conforme levantamento da Quaest divulgado nesta terça-feira (8). O parlamentar alcança 40% das intenções de voto, enquanto o petista soma 37%.
Apesar da inversão, a diferença de três pontos percentuais está exatamente no limite da margem de erro, que é de três pontos para mais ou para menos. Sendo assim, tecnicamente os dois seguem empatados, como apontam os números históricos da pesquisa. No levantamento de agosto, Lula liderava com 38% contra 35% de Flávio. Quando a série começou, em agosto do ano passado, o placar era de 42% para o ex-presidente e 33% para o senador.
Esse resultado ganha peso pelo histórico eleitoral mineiro. Desde a redemocratização, entre 1989 e 2022, o candidato que venceu no estado também saiu vitorioso na corrida presidencial em todas as ocasiões. Ampliando o recorte para as disputas diretas desde 1945 até 2022, Minas acompanhou o vencedor nacional em 12 das 13 eleições.
No primeiro turno projetado pela Quaest, Lula ainda lidera no estado, com 31% das intenções. Flávio vem logo atrás, com 27%, seguido por Augusto Cury (Avante), que marca 8%, e Romeu Zema (Novo), com 6%. A Genial/Quaest entrevistou 1.500 eleitores entre os dias 4 e 7 de setembro.
Na disputa pelo governo estadual, Cleitinho Azevedo (Republicanos) aparece na frente com 32% das intenções, conforme o mesmo levantamento. Patrus Ananias (PT) e Alexandre Kalil (PDT) estão empatados em segundo lugar, ambos com 11%, enquanto Mateus Simões (PSD) soma 8%. Os demais candidatos figuram com pontuação menor: Flávio Roscoe (PL) e Gabriel Azevedo (MDB) têm 3% cada; Ben Mendes (Missão), 2%; e Indira Xavier (UP), 1%.
O percentual de eleitores indecisos é de 19%, e outros 12% afirmaram que votarão em branco, anularão o voto ou não comparecerão às urnas. Cleitinho também lidera os cenários de segundo turno em que é testado. Contra Kalil, marca 49% a 27%. Diante de Simões, a vantagem é de 50% a 20%. E frente a Patrus, o placar é de 51% a 26%. Nos confrontos sem sua presença, Kalil e Simões aparecem com 32% cada; Kalil supera Patrus por 42% a 18%; e Simões empata com o petista, ambos com 34%.
Fonte: Revista Oeste




























