A mais recente pesquisa eleitoral do Banco BTG Pactual em parceria com o Instituto Nexus, divulgada nesta terça-feira (8), trouxe um cenário inédito para as eleições presidenciais de 2026. No levantamento, que marca a décima segunda rodada do estudo, o deputado federal Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, supera numericamente o atual chefe do Executivo em um eventual confronto direto no segundo turno.
De acordo com os números, Bolsonaro alcançou 46% das intenções de voto, contra 45% atribuídos a Lula. Apesar dessa vantagem numérica, a diferença de um ponto percentual está dentro da margem de erro do estudo, que é de dois pontos para mais ou para menos. Dessa forma, os dois políticos seguem empatados tecnicamente no cenário de segunda rodada.
A pesquisa também mensurou as preferências do eleitorado para um primeiro turno. Nesse cenário, o atual mandatário aparece com 39% das menções, enquanto o parlamentar carioca é citado por 35% dos entrevistados. No cenário estimulado, em que os eleitores recebem uma lista de nomes para escolher, os demais concorrentes aparecem com índices menores.
O levantamento realizado pela BTG/Nexus ouviu 2.002 eleitores espalhados pelo país entre os dias 4 e 7 deste mês. A coleta de dados foi feita de forma presencial, e o estudo foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-06790/2026. O nível de confiança do estudo é de 95%.
No primeiro cenário de primeiro turno testado, sem a presença do ex-coach Pablo Marçal, os números mostram: Lula com 39%, Flávio Bolsonaro com 35%, Augusto Cury com 9%, Ronaldo Caiado e Renan Santos com 4% cada, Romeu Zema, Samara Martins e Rui Costa Pimenta, todos com 1%, e outros nomes sem pontuação expressiva. O percentual de eleitores que optaram por não escolher nenhum dos candidatos ou que votariam em branco ou nulo chegou a 3%.
Em um segundo cenário de primeiro turno, no qual foi incluído o nome de Pablo Marçal, os percentuais sofreram pequenas variações. Nesse caso, Lula manteve os mesmos 39%, enquanto Flávio Bolsonaro caiu para 34%. Na sequência, Augusto Cury aparece com 9%, Ronaldo Caiado e Renan Santos com 4% cada, e Pablo Marçal registra 3% das intenções de voto. Os demais candidatos permanecem com menos de 2% cada.
A avaliação do governo federal também foi tema de investigação no levantamento. Quando questionados se aprovam ou desaprovam a gestão de Lula, metade dos entrevistados, exatamente 50%, manifestou desaprovação. Por outro lado, 45% declararam aprovar o trabalho do presidente, enquanto 4% preferiram não responder.
O estudo da BTG/Nexus explorou ainda quatro simulações de segundo turno envolvendo o presidente Lula e diferentes concorrentes. No primeiro desses cenários, contra Ronaldo Caiado, Lula aparece com 46% das intenções de voto, superando o ex-governador de Goiás, que fica com 43%. Os votos em branco, nulos ou a decisão de não escolher nenhum dos postulantes soma 10%, e 1% dos eleitores não soube ou não respondeu.
Em um segundo confronto hipotético, a disputa foi entre Lula e Romeu Zema. Aqui, o atual presidente alcança 47% da preferência do eleitorado, enquanto o governador de Minas Gerais fica com 40%. Onze por cento dos participantes disseram que não escolheriam nenhum ou optariam por branco/nulo, e 2% não se manifestaram.
Contra o candidato Renan Santos, Lula também lidera numericamente, com 47% das menções, diante de 39% para o concorrente. Nesse cenário, a taxa de rejeição conjunta ou indecisão chega a 13%, sendo que 2% não souberam responder.
O único cenário de segundo turno em que Lula fica atrás é contra Augusto Cury. Nessa simulação, o psiquiatra e candidato do Avante alcança 45% das intenções de voto, ao passo que o presidente aparece com 43%. Os votos nulos ou em branco somam 10%, e 1% não opinou.
A pesquisa BTG/Nexus faz parte de uma série de levantamentos que acompanham regularmente a evolução do cenário eleitoral brasileiro. Com essas simulações, o instituto oferece ao público um panorama detalhado das possíveis disputas, embora o cenário político ainda possa passar por mudanças até a realização do pleito.
Fonte: ND+





























