O governo do Acre, por meio do Instituto de Administração Penitenciária (Iapen), da Secretaria de Estado de Educação (SEE) e do Instituto Estadual de Educação Profissional e Tecnológica (Ieptec), certificou 53 mulheres privadas de liberdade em cursos de qualificação profissional. A cerimônia ocorreu na quinta-feira, 11, na Divisão de Estabelecimento Penal Feminino, em Rio Branco. As detentas concluíram cursos de Auxiliar de Cabeleireiro (15), Recepcionista (18) e Agricultor Orgânico (20), ofertados pela Educação de Jovens e Adultos (EJA).
Jessé Dantas, chefe do Departamento de Educação de Jovens e Adultos da SEE, destacou a parceria como essencial no processo educacional. Ele explicou que a SEE oferece materiais de estudo, videoaulas e vincula a educação formal a cursos profissionalizantes. “Ao saírem daqui, quando concluírem a sua pena, elas vão poder ingressar no mercado de trabalho e aptas a dar continuidade à sua vida”, afirmou. Além disso, a SEE apoia a preparação para o Exame Nacional de Certificação de Competências de Jovens e Adultos para Pessoas Privadas de Liberdade (Encceja PPL), aplicado pelo Inep.
André Vinicius, diretor de Reintegração Social do Iapen, ressaltou que a iniciativa amplia oportunidades de inserção no mercado de trabalho e fortalece a ressocialização por meio da educação. Ele mencionou que atividades educacionais e laborais geram remissão de pena. “Hoje o Iapen tem fortalecido cada vez mais esses processos, esses projetos de ressocialização, de qualificação profissional, de dar oportunidade de emprego, de trabalho, assistência familiar às pessoas privadas de liberdade”, declarou.
Durante o evento, também foram reconhecidas 33 custodiadas aprovadas no Encceja PPL 2025. Uma das detentas, identificada como F.R., emocionou-se ao falar sobre sua nova perspectiva de vida. “Meu sonho é terminar os estudos aqui, procurar uma faculdade, e, quando eu sair, poder trabalhar, e a população me ver com olhos diferentes”, disse. Ela pretende cursar veterinária. O presidente do Iapen, Leandro Rocha, vinculou a ação ao Plano Pena Justa, que visa dignidade e cidadania às pessoas privadas de liberdade, como parte da política de governo de cuidado com as pessoas.
Fonte: Agência de Notícias do Acre




























