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LESÃO CORPORALFalso médico preso por dar cursos estéticos cobrava R$ 13 mil por treinamento

Enfermeiro cassado e preso oferecia curso ‘Bumbum de Bilhões’ e atendia em clínica, sem registro de medicina.

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Um enfermeiro que teve o registro profissional cassado em fevereiro de 2025 foi detido na última semana sob suspeita de atuar ilegalmente como médico e causar lesões em pacientes. Sebastião Rodrigues da Silva Júnior também organizava e ministrava cursos na área estética, como o treinamento intitulado “Bumbum de Bilhões”, cobrando valores elevados dos participantes.

A prisão ocorreu quando ele tentava embarcar para Foz do Iguaçu, no Paraná, e foi realizada pela Polícia Civil de Goiás, com auxílio de autoridades paulistas. As investigações apontam que ele se apresentava como médico com diploma obtido no exterior, mas, na verdade, não possuía formação médica reconhecida.

Em uma publicação recente, Sebastião anunciava um de seus cursos, afirmando que profissionais da saúde e estética que quisessem aprender o procedimento que mais cresce no Brasil e obter altos lucros com uma técnica exclusiva deveriam se inscrever. O material de divulgação, porém, não informava sua real qualificação profissional, segundo a polícia.

Ele é investigado pelos crimes de lesão corporal grave e exercício ilegal da medicina. A coluna Na Mira busca contato com a defesa do suspeito, e o espaço segue disponível para manifestações.

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De acordo com a corporação, as redes sociais e os materiais promocionais dos cursos e procedimentos omitiam a verdade sobre sua formação. Ele divulgava serviços de harmonização estética em regiões como seios e glúteos, mas as apurações indicam a falta de registro médico.

A operação foi conduzida pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Consumidor (Decon), com apoio da Polícia Federal em Guarulhos (SP). Durante as investigações, os agentes descobriram que ele havia agendado um curso para os dias 27 e 28 de junho em Goiânia.

Os treinamentos, chamados de “residências”, incluíam diversas especialidades estéticas e eram oferecidos sem autorização dos órgãos reguladores. Cada aluno pagava aproximadamente R$ 13 mil para participar das capacitações.

O suspeito mantém uma clínica em Foz do Iguaçu, onde também realizaria cursos. Mesmo após a prisão, a propaganda de seus serviços continuava ativa nas redes sociais, sugerindo que ele seguia com as atividades normalmente.

A polícia autorizou a divulgação de sua identidade para incentivar que outras vítimas ou testemunhas procurem as autoridades e contribuam com as investigações.

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Fonte: Metrópoles

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