O Comitê da Diversidade do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) realizou, nesta segunda-feira, 17, uma reunião de alinhamento para avaliar as ações executadas ao longo do ano e estabelecer as iniciativas previstas para os próximos meses. O encontro foi conduzido pela desembargadora Waldirene Cordeiro, que preside o colegiado, e contou com a participação de magistrados e servidores envolvidos nas pautas de diversidade e inclusão.
Durante a reunião, foi apresentado um balanço das atividades já realizadas, incluindo ações sobre xenofobia, capacitação sobre tráfico de pessoas e proteção de crianças e adolescentes, além de participação em iniciativas voltadas à população LGBTQIA+, à saúde e à promoção da diversidade. Também foi debatida a implementação do fluxo do Formulário Rogéria, disponível na Plataforma Digital do Poder Judiciário (PDPJ), ferramenta que auxilia na identificação de situações de risco à integridade física e psicológica de pessoas LGBTQIA+ e contribui para o encaminhamento adequado dos casos.
A desembargadora Waldirene Cordeiro ressaltou que o trabalho do comitê busca aproximar o Judiciário da sociedade e fortalecer o respeito às diferenças. “A diversidade precisa estar presente no dia a dia do Judiciário. Nosso papel é contribuir para que todas as pessoas sejam recebidas com respeito, dignidade e igualdade, tanto dentro da instituição quanto no atendimento à sociedade”, afirmou.
A reunião também abordou a representatividade no Judiciário. Os números apresentados indicam que ainda há desafios para ampliar a representatividade e garantir mais igualdade dentro da instituição. Os integrantes defenderam maior integração entre as comissões do Tribunal, com o objetivo de unir esforços e evitar ações isoladas sobre temas que podem ser trabalhados de forma conjunta.
Para os próximos meses, o comitê definiu uma agenda que inclui ações sobre prevenção da violência doméstica contra mulheres e meninas indígenas e liberdade religiosa, em parceria com o Executivo estadual. Também estão previstas ações de combate ao racismo e valorização da representatividade negra, em conjunto com a Comissão de Equidade Racial, além de iniciativas sobre inclusão e tecnologias assistivas no ambiente de trabalho e uma campanha anticapacitista, com o objetivo de ampliar a conscientização sobre os direitos e as necessidades das pessoas com deficiência.
Ao final, a desembargadora Waldirene Cordeiro reforçou a importância da participação dos integrantes nas ações do comitê. “Precisamos trabalhar juntos. A diversidade é uma responsabilidade de todos nós, e quanto maior for a participação dos integrantes, maior será o alcance das nossas ações”, concluiu.
Fonte: TJ Acre



























